Bolívia pode revogar decreto que livra militares de punição
Por Marieta Cazarré, correspondente em Montevidéu

- Domingo começa com neblina e termina com calor em São Paulo; veja a previsãoEstado terá predomínio de tempo firme, baixa umidade no interior e possibilidade de nevoeiros durante a manhã
- PM salva recém-nascido engasgado em base policial na Zona Sul de São Paulo; veja o vídeoBebê de apenas três dias chegou à Base Comunitária Klabin sem reação e voltou a respirar após manobras realizadas por policiais militares
- Dia do Vira-Lata: conheça as leis de São Paulo que reforçam a proteção aos animaisEstado aprovou normas que incentivam a adoção responsável, proíbem o acorrentamento permanente e reconhecem cães e gatos como seres sencientes
- Sol e tempo seco predominam em São Paulo neste sábado (1º); veja a previsãoMassa de ar seco mantém o tempo firme no estado, enquanto a faixa leste pode ter nevoeiro e chuva fraca no início do dia
- Tempo em São Paulo: quinta-feira (30) será de frio, muitas nuvens e chance de chuvaApós a passagem da frente fria, temperaturas caem na capital e o tempo permanece instável ao longo do dia
O governo interino da Bolívia está disposto a revogar o decreto 4078, assinado na semana passada, que isenta as Forças Armadas de responsabilidade penal. Em troca, o governo exige avanços no diálogo com os setores mobilizados e o desbloqueio de estradas.
O decreto 4078, que foi assinado sem o apoio da maioria do parlamento, define que “o pessoal das Forças Armadas que participa das operações de restauração da ordem interna e da estabilidade pública ficará isento de responsabilidade criminal quando, em cumprimento de suas funções constitucionais, atuar em defesa legítima ou estado de necessidade, em conformidade com os princípios de legalidade, necessidade absoluta e proporcionalidade”.
Hoje (21), o ministro da Presidência, Jerjes Justiniano, afirmou que o pedido de revogação do decreto foi feito por setores mobilizados e que, em contrapartida, ele solicitou que desbloqueiem a planta da empresa pública de gás YPFB. O cerco a essa planta impede a normal distribuição de gás e petróleo e atinge, principalmente, as cidades de El Alto e La Paz.
Revogação
“Podemos revogar, não se trata de uma conversa de surdos. Revogamos, damos um passo. E vocês que passo vão dar para continuar o diálogo?”, questionou o ministro. Nas próximas horas, representantes do governo se reunirão com líderes dos movimentos de oposição para analisar propostas e tentar avançar rumo à pacificação dos conflitos.
Na terça-feira (19), pelo menos três pessoas morreram em um conflito na região de Senkata, onde está situada a planta da YPFB. Manifestantes dinamitaram os muros da empresa, incendiaram veículos e tentaram invadir a planta. O conflito ocorreu enquanto um forte operativo policial dava proteção a caminhões carregados de gás e petróleo, que saíam do local para abastecer El Alto e La Paz.
Justiniano lamentou as mortes, mas insistiu que nenhum disparo foi feito pelas forças policiais. “O uso da força militar foi absolutamente proporcional”, afirmou.







