Pesquisa aponta que Lula ficaria atrás em todos os cenários de 2º turno nas eleições de 2026
Levantamento mostra empate no 1º turno com principais adversários e alta rejeição ao governo federal
Uma nova pesquisa eleitoral divulgada pela Futura Inteligência, empresa de análise da Apex Partners, aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria dificuldades significativas nas eleições presidenciais de 2026. Segundo o levantamento, realizado com mais de 2 mil eleitores brasileiros entre os dias 3 e 9 de dezembro de 2025, Lula não venceria nenhum dos cenários simulados de segundo turno contra possíveis adversários.

Nos confrontos diretos, os resultados apresentados mostraram que Lula perde ou empata tecnicamente com todos os nomes testados. A simulação com Tarcísio de Freitas, atual governador de São Paulo, mostrou vantagem para Tarcísio por 47,3% a 39,3%. Em outros cenários, Lula registrou placares próximos, mas ainda assim não alcançou vitória clara: contra Ratinho Jr. a diferença foi de 43,6% a 39,5%; com Romeu Zema, 40,7% a 39,9%; em confronto com Michelle Bolsonaro, 45,8% a 41,5%; frente a Ronaldo Caiado, 41,5% a 39,6%; e contra Flávio Bolsonaro, o resultado foi 42,1% a 41,6%.
Os números do primeiro turno trazem uma disputa mais equilibrada em alguns cenários, mas ainda assim indicam um ambiente competitivo desafiador para o presidente. Em uma simulação, Lula aparece tecnicamente empatado com Tarcísio (35,9% a 34,4%); em outra, o presidente teria vantagem de 34,8% a 25,6%. Frente a Michelle Bolsonaro, o cenário registrou empate técnico de 38,4% a 36,2%. Em duelos com Flávio Bolsonaro, Lula aparece à frente nos dois cenários apresentados, com taxas de 35,3% a 29,3% e 37,3% a 29,6%. Outros nomes menos competitivos nas simulações foram Ratinho Jr. (8,8%), Ronaldo Caiado (4,6%) e Romeu Zema (4,2%).
Para o diretor político da Futura Inteligência, José Luiz Soares Orrico, os dados refletem um quadro de imagem presidencial pouco expansível. “A imagem de Lula está completamente sedimentada no imaginário político brasileiro. Isso significa que eleitores favoráveis dificilmente aumentarão e eleitores contrários dificilmente migrarão para avaliação positiva. Seu teto e seu piso são historicamente estáveis”, explicou Orrico.
A pesquisa também levantou indicadores sobre a avaliação do governo federal. A desaprovação segue em patamar mais elevado: 53,3% dos entrevistados desaprovam a gestão de Lula, enquanto 41,7% aprovam. Esses números ajudam a contextualizar a competitividade dos cenários eleitorais testados e podem influenciar a estratégia das campanhas nos meses que antecedem o pleito.
O levantamento reforça o caráter competitivo que tende a marcar a corrida presidencial de 2026, com Lula enfrentando adversários fortes em um cenário polarizado e com elevado índice de rejeição em torno de seu governo. Os dados apontam para um caminho eleitoral que exigirá maior articulação política e mobilização de alianças em um cenário de disputa apertada.
Acesse pesquisa na íntegra aqui:







