Eduardo Bolsonaro critica revogação de sanções da Magnitsky contra Moraes
Deputado lamenta decisão dos EUA de retirar Alexandre de Moraes da lista de sanções e responsabiliza divisão política brasileira pelo revés
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL‑SP) reagiu com críticas à decisão do governo dos Estados Unidos de revogar as sanções impostas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e à sua esposa com base na Lei Global Magnitsky. Em nota divulgada nas redes sociais nesta sexta‑feira (12), Eduardo afirmou que recebeu a notícia “com pesar” e atribuiu a reversão das medidas à “falta de coesão interna” da sociedade e da classe política brasileiras.

As sanções haviam sido aplicadas no meio de 2025 pelo governo americano sob a administração de Donald Trump e incluíam o bloqueio de bens e a proibição de entrada nos EUA, apontando supostas violações de direitos humanos e abuso de autoridade relacionados a decisões judiciais brasileiras. A revogação da lista também alcança Viviane Barci de Moraes, advogada e esposa do ministro, e a empresa familiar Lex Instituto de Estudos Jurídicos Ltda.
Na nota, assinada também pelo comentarista Paulo Figueiredo, Eduardo Bolsonaro lamenta que “a sociedade brasileira não tenha conseguido construir a unidade política necessária” para sustentar as iniciativas no exterior, e que o país “não aproveitou a janela de oportunidade” gerada pelas sanções iniciais. Ele e Figueiredo defendem que essa ausência de “coesão interna” e o apoio considerado insuficiente às ações internacionais contribuíram para o que classificam como um agravamento da situação política do Brasil.
O deputado ainda agradeceu o apoio demonstrado por Trump durante o processo e expressou esperança de que a decisão dos EUA “seja bem‑sucedida em defender os interesses estratégicos dos americanos”. Na mesma linha, Eduardo afirmou que continuará atuando para encontrar um “caminho que permita a libertação do nosso país”, mesmo diante de circunstâncias que considera adversas.
A reversão das sanções ocorreu quase cinco meses depois de sua aplicação e encerra as restrições econômicas e de mobilidade impostas a Moraes, à sua família e à empresa associada a eles. A decisão americana gerou repercussão no Brasil, com autoridades governamentais e membros do Judiciário reagindo de formas diversas à medida.
O posicionamento de Eduardo Bolsonaro acontece em meio a um ambiente político já marcado por tensão institucional e disputas ideológicas intensas, especialmente no contexto das ações judiciais envolvendo figuras como o ex‑presidente Jair Bolsonaro e ministros do STF. A crítica à “coesão interna” reflete a percepção de uma parte da oposição de que a falta de unidade política teria enfraquecido a capacidade do Brasil de manter medidas punitivas apoiadas internacionalmente.







