PF abre inquérito contra porteiro do condomínio de Bolsonaro
Por André Richter

- Preço de medicamentos pode subir até 3,81% a partir desta terça (31)Reajuste anual autorizado pelo governo varia conforme nível de concorrência no mercado
- Pesquisa mostra empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula em cenário para 2026Levantamento indica disputa acirrada e reforça cenário de polarização política
- Tempo em São Paulo: terça-feira (31) terá clima ameno e previsão de chuvaNevoeiros pela manhã e pancadas ao longo do dia marcam o clima no estado
- Operação prende 18 suspeitos por fraude milionária em financiamentos de veículos no interior de SPEsquema utilizava “laranjas” e movimentou mais de R$ 129 milhões em cinco anos
- Por que esquecemos coisas simples no dia a dia? Entenda quando a distração vira sinal de alertaNem toda falha de memória é doença, mas alguns sinais merecem atenção. Neurologista explica quando esquecimento deixa de ser comum e passa a exigir investigação
A Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro abriu hoje (6) um inquérito para investigar o depoimento prestado por um dos porteiros do condomínio onde o presidente Jair Bolsonaro tem uma casa, no Rio de Janeiro.
O pedido de abertura de investigação foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF) e vai apurar se o porteiro mentiu em depoimento prestado nas investigações do caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorrido no ano passado. A investigação vai apurar o cometimento dos crimes de obstrução de Justiça, falso testemunho e denunciação caluniosa.
Na semana passada, o Jornal Nacional, da TV Globo, noticiou que registros do condomínio Vivendas da Barra, e também o depoimento de um dos porteiros à Polícia Civil, deram conta de que um dos suspeitos do assassinato, o ex-policial militar Élcio Queiroz, esteve, horas antes do crime, na casa do sargento aposentado da Polícia Militar Ronnie Lessa, suspeito de ser o executor da ação, que mora no local.
Segundo o Jornal Nacional, em depoimento, o porteiro informou que Élcio Queiroz anunciou que iria não à casa de Lessa, mas à de número 58 do Vivendas da Barra, que é a residência de Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro. Ainda segundo a reportagem, em seu depoimento, o porteiro afirmou ter interfonado para a casa do então deputado federal e que “seu Jair” havia autorizado a entrada do visitante.
Contudo, registros de presença da Câmara dos Deputados demonstram que naquele dia o então deputado estava em Brasília. Para o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o porteiro mentiu sobre a ligação para a casa da família do presidente.
Após os acontecimentos, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, pediu ao procurador-geral da República, Augusto Aras, a abertura de um inquérito para apurar “todas as circunstâncias” da citação do nome do presidente Bolsonaro. Em seguida, Aras remeteu o pedido para o MPF-RJ, que pediu a abertura do inquérito à PF. Na mesma decisão, o procurador-geral arquivou a citação por entender que não havia evidências de crime.







