Anvisa proíbe venda de cervejas Backer

- Manutenção de Alckmin na chapa de Lula é prioridade do PSB, afirma João CamposPresidente do PSB reforça apoio à permanência do vice-presidente na composição para 2026 e defende continuidade da aliança com o PT
- “É a primeira vez na história do Brasil que perseguimos magnatas da corrupção”, diz Lula sobre o caso MasterPresidente afirma que investigações contra grandes grupos financeiros marcam uma mudança histórica no combate à corrupção no país
- Policiais disfarçados de E.T. prendem vendedores de bebidas clandestinas em São PauloOperação inusitada no megabloco do Ibirapuera resulta em prisões e apreensões de produtos irregulares
- Lula repete termo criticado por Motta e diz que Congresso “sequestrou” Orçamento com emendasPresidente critica uso de emendas parlamentares e avaliação de perda de controle do Executivo sobre orçamento federal
- BRB propõe ao Banco Central empréstimos, fundo imobiliário e venda de carteiras para cobrir rombo do MasterBanco de Brasília apresentou plano ao BC para recompor capital após prejuízos bilionários ligados à compra de ativos do Banco Master
- STF define que “caixa 2” pode ser punido como crime eleitoral e improbidade administrativaSoldado foi atingido durante abordagem na Avenida Inajar de Souza; caso é tratado como homicídio doloso
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou todas as cervejas produzidas pela Backer cuja data de validade seja igual ou posterior a agosto de 2020. A medida foi anunciada ontem (17) pela autarquia. A decisão foi tomada após os resultados laboratoriais divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento revelarem a presença das substâncias dietilenoglicol e monoetilenoglicol em seis outras marcas de cervejas produzidas pela Backer, além da marca Belorizontina.
Inicialmente, as duas substâncias foram encontradas na Belorizontina, que é vendida como Capixaba no Espírito Santo. Quatro mortes por intoxicação após o consumo da cerveja foram confirmadas. Mais 14 pessoas estão internadas.
Segundo a Anvisa, exames podem mostrar que a fonte de contaminação nas cervejas da marca pode ser sistêmica e não apenas pontual. Considerando que outros lotes de produtos da Backer podem estar comprometidos, a agência decidiu pela medida, em caráter cautelar.
Assim, os lotes de cerveja da empresa Backer com validade igual ou posterior a agosto de 2020 não podem ser entregues ao consumidor. A orientação é para que estas cervejas não sejam consumidas caso já tenham sido adquiridas. Os comerciantes devem retirar o produto das prateleiras. No início da semana, o Ministério da Agricultura havia determinado o recolhimento de todas as cervejas da Backer das prateleiras.
O dietilenoglicol é uma substância tóxica e que não pode entrar em contato com alimentos e bebidas. A presença da substância na cerveja está associada à ocorrência de óbitos e intoxicações em Minas Gerais. O monoetilenoglicol, embora de menor toxicidade, também tem a presença em bebidas vedada por não fazer parte da composição destas.
O monoetilenoglicol é usado para refrigerar a água usada no preparo da cerveja, mas não deve entrar em contato direto com ela. A Polícia Civil de Minas Gerais e o Ministério da Agricultura investigam como a contaminação ocorreu.
Por Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil







