Fiscalização identifica azeites adulterados e interdita marcas vendidas no Brasil
Ministério da Agricultura detecta fraudes em rótulos e suspende venda de lotes com óleo vegetal misturado; consumidor deve evitar produtos irregulares
Uma operação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) identificou adulterações graves em marcas de azeite de oliva vendidas em supermercados de diferentes estados brasileiros. A fiscalização resultou na interdição de 25 marcas ou lotes, por fraude na composição dos produtos, que se apresentavam como azeite de oliva, mas continham misturas com outros óleos vegetais.

As irregularidades foram descobertas por meio de análises laboratoriais realizadas em amostras coletadas em pontos de venda. Em muitos casos, os testes identificaram presença de óleo de soja, milho ou outros óleos refinados, que não constavam nos rótulos. Essa prática é considerada infração grave, já que engana o consumidor e compromete a qualidade nutricional e o valor do produto.
De acordo com o Mapa, os azeites adulterados foram desclassificados, e os responsáveis — incluindo distribuidores e importadores — poderão responder administrativamente pelas infrações, além de sofrer sanções como multas, retirada dos produtos do mercado e até suspensão de atividades. Os nomes das marcas irregulares foram encaminhados para os órgãos de defesa do consumidor e agências estaduais de vigilância sanitária.
A pasta informou ainda que a operação é parte de um esforço contínuo para combater fraudes recorrentes nesse setor. O azeite de oliva é um dos produtos mais frequentemente alvo de adulteração no Brasil, devido à sua alta valorização no mercado e dificuldade de identificação de misturas por parte dos consumidores.
O Mapa orienta os consumidores que desconfiem de preços muito abaixo da média de mercado e verifiquem no rótulo se o azeite é extra virgem, nacional ou importado, e se possui registro válido no órgão competente. Em caso de suspeita ou reações adversas, o consumidor deve informar imediatamente os canais oficiais do Ministério ou da Anvisa.
Até o momento, não há registros de problemas de saúde causados pelo consumo dos produtos adulterados, mas as autoridades reforçam que o uso contínuo de óleos de procedência desconhecida pode representar risco, especialmente para pessoas com restrições alimentares.







