São Paulo

Brasil e China firmam parceria para desenvolver satélite geoestacionário CBERS‑5

Concluído durante a Cúpula do Brics, acordo leva Brasil a integrar seleto grupo de potências tecnológicas com aplicação em monitoramento climático

Durante a 17ª Cúpula do Brics, realizada no Rio de Janeiro no último sábado (5), Brasil e China concluíram as negociações para o desenvolvimento conjunto do CBERS‑5, o primeiro satélite geoestacionário da série China‑Brazil Earth Resources Satellite. O anúncio ocorreu durante o encontro do presidente Lula com o primeiro‑ministro chinês Li Qiang, com participação da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. Segundo o governo, essa parceria posiciona o Brasil entre os menos de 10 países capazes de desenvolver tecnologia espacial nesse nível.

Brasil e China firmam parceria para desenvolver satélite geoestacionário CBERS‑5
Concluído durante a Cúpula do Brics, acordo leva Brasil a integrar seleto grupo de potências tecnológicas com aplicação em monitoramento climático(Ricardo Stuckert-PR)

Ao operar em órbita geoestacionária, o CBERS‑5 oferecerá dados estratégicos em tempo real, com alta resolução para aplicações meteorológicas e ambientais. A tecnologia garantirá autonomia na obtenção de previsões climáticas mais precisas, além de auxiliar em setores como produção de energia, agricultura nacional, planejamento urbano e prevenção de desastres naturais.

A ministra Luciana Santos destacou que o satélite representa um “enorme salto tecnológico” na cooperação espacial e que a iniciativa visa suprir a redução de investimentos em tecnologias climáticas por parceiros tradicionais, assegurando fornecimento de dados regionais mesmo diante de possíveis cortes futuros. A China, por sua vez, ganhará acesso a informações do Hemisfério Ocidental, reforçando seus modelos de previsão global.

O acordo prevê ainda a distribuição gratuita dos dados do CBERS‑5 a países da América Latina e Caribe, ampliando o caráter colaborativo e solidário da missão. Esse passo contribui com a soberania tecnológica do Brasil e favorece o desenvolvimento de políticas públicas climáticas baseadas em ciência de ponta.

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