EUA reduzem taxação de produtos brasileiros que usam aço e alumínio
Alíquota que antes chegava a 50% cai para 25%, beneficiando itens como máquinas, motos e equipamentos fabricados no Brasil
O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou nesta quarta-feira (20) uma importante vitória comercial para o Brasil: os Estados Unidos reduziram a taxação sobre produtos manufacturados que utilizam aço ou alumínio em sua composição, que antes estava em 50%, para uma tarifa geral de 25% — agora equivalente à aplicada a concorrentes globais. A mudança está respaldada na Seção 232 do Ato de Expansão Comercial dos EUA, que autoriza ajustes tarifários em nome da segurança nacional.

A decisão engloba uma série de produtos brasileiros, como máquinas, equipamentos, motocicletas e outros bens derivados que antes sofriam penalização adicional por conterem aço ou alumínio. Com a novidade, eles passam a pagar a mesma alíquota geral, o que melhora substancialmente sua competitividade no mercado americano.
Alckmin destacou que essa nova regra equipara as condições do Brasil às de outros países exportadores, reduzindo as barreiras que vinham prejudicando setores industriais estratégicos. “Isso melhora nossa competitividade na área industrial”, afirmou o vice-presidente.
Para o governo brasileiro, essa medida representa um passo importante na mitigação dos efeitos negativos do chamado “tarifaço” imposto pelos EUA, que elevou tarifas sobre produtos brasileiros de aço e alumínio, gerando impactos adversos ao comércio bilateral. Alckmin reforçou que o governo continuará trabalhando em duas frentes de negociação com os EUA: a ampliação de exceções para produtos brasileiros e a busca por cortes adicionais, quando possível.







