Teto do seguro-desemprego é reajustado para R$ 2.518,65 em 2026
Novo valor passou a valer em janeiro e acompanha o índice de reajuste do salário mínimo; mudança beneficia trabalhadores demitidos sem justa causa
O valor máximo do seguro-desemprego passou a ser de R$ 2.518,65 em 2026, segundo nova tabela publicada pelo governo federal neste mês de janeiro. O reajuste acompanha a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado de 2025, que ficou em 3,71%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O seguro-desemprego é um benefício pago a trabalhadores demitidos sem justa causa, e o valor da parcela é calculado com base na média dos últimos três salários recebidos antes da demissão. O teto — ou seja, o valor máximo que o trabalhador pode receber — foi reajustado de R$ 2.230,97 para R$ 2.518,65, refletindo a inflação do ano anterior.
Quem tem direito ao benefício
O seguro-desemprego é garantido a trabalhadores formais regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que tenham sido dispensados sem justa causa e que atendam aos seguintes requisitos:
- Ter recebido salários por pelo menos 12 meses nos últimos 18 meses, no caso da primeira solicitação;
- Ter recebido salários por pelo menos 9 meses nos últimos 12 meses, na segunda solicitação;
- Ter trabalhado por pelo menos 6 meses antes da demissão, na terceira solicitação em diante;
- Não possuir outra fonte de renda e não estar recebendo benefício previdenciário de prestação continuada.
O benefício pode ser pago em três a cinco parcelas, dependendo do tempo de serviço e do número de vezes que o trabalhador já acessou o seguro.
Como é feito o cálculo
As faixas salariais também foram reajustadas com base no INPC. Em 2026, a tabela para cálculo das parcelas do seguro-desemprego ficou da seguinte forma:
- Salário médio de até R$ 2.041,39: multiplica-se o salário médio por 0,8;
- De R$ 2.041,40 a R$ 3.402,65: o que exceder R$ 2.041,39 multiplica-se por 0,5 e soma-se a R$ 1.633,11;
- Acima de R$ 3.402,65: o valor da parcela será fixo no teto de R$ 2.518,65.
O trabalhador pode fazer a solicitação do benefício de forma online, pelo portal Gov.br, ou presencialmente em uma unidade do SINE ou Ministério do Trabalho.
Impacto econômico
A correção do teto do seguro-desemprego acompanha também o reajuste do salário mínimo nacional, que passou para R$ 1.412,00 em janeiro de 2026. As atualizações têm o objetivo de preservar o poder de compra dos trabalhadores frente à inflação e contribuem para movimentar a economia, especialmente em períodos de desaceleração do mercado de trabalho.
O reajuste também gera impacto nas contas públicas, já que o benefício é custeado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), e representa um dos pilares da política de proteção social para os desempregados.
Conclusão
O aumento do teto do seguro-desemprego para R$ 2.518,65 em 2026 representa um reforço no apoio aos trabalhadores em momento de transição no mercado de trabalho. A medida é fundamental para garantir renda temporária e mitigar os efeitos da demissão, ao mesmo tempo em que contribui para sustentar a economia interna diante dos desafios fiscais e inflacionários.







