Banco Central reduz Selic para 14,75% após meses de estabilidade
Decisão do Copom ocorre em meio a inflação ainda acima da meta e incertezas externas com o cenário internacional
O Banco Central decidiu reduzir a taxa básica de juros da economia. Em reunião realizada nesta quarta-feira (18), o Comitê de Política Monetária anunciou o corte da Selic para 14,75% ao ano, interrompendo um período de manutenção do índice.

A taxa estava em 15% ao ano desde junho do ano passado, quando havia sido elevada. Desde então, o percentual foi mantido sem alterações nas reuniões seguintes, realizadas ao longo do segundo semestre e no início deste ano.
Decisão ocorre em cenário de cautela
Ao justificar a redução, o Copom destacou que o ambiente internacional segue instável, especialmente em razão do conflito no Oriente Médio. Segundo o comitê, esse contexto exige atenção quanto aos impactos sobre a economia global e os preços.
No cenário doméstico, o Banco Central observa sinais de desaceleração da inflação, embora o índice ainda permaneça acima da meta estabelecida.
Em comunicado, o colegiado indicou que continuará adotando uma postura prudente nas próximas decisões, avaliando os desdobramentos do cenário externo e seus efeitos sobre a economia brasileira.
Papel da Selic na economia
A taxa Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Juros mais altos tendem a frear o consumo e o crédito, enquanto reduções podem estimular a atividade econômica.
A decisão de corte ocorre em um momento de equilíbrio entre o controle da inflação e a necessidade de estímulo à economia.
Cenário internacional influencia decisões
No mesmo dia, o Federal Reserve optou por manter os juros nos Estados Unidos na faixa entre 3,5% e 3,74% ao ano, na primeira reunião desde o início da guerra no Oriente Médio.
A autoridade monetária norte-americana apontou aumento da incerteza econômica, projetando inflação mais elevada, estabilidade no desemprego e apenas uma possível redução de juros ao longo do ano.
O cenário global, marcado por tensões geopolíticas e oscilações nos mercados, continua sendo um dos principais fatores monitorados pelas autoridades econômicas ao redor do mundo.







