Eleição no Senado pode ter segundo turno
Por Gilberto Costa

Oito senadores que se apresentam como candidatos alternativos ao emedebista Renan Calheiros (AL) na disputa pela presidência do Senado decidiram atuar em conjunto para forçar que as decisões das reuniões preparatórias sejam tomadas em votos abertos e sem exigência de intervalo mínimo.
A estratégia foi acertada em reunião no gabinete da nova senadora Soraya Thronick (PSL-MS). Estavam presentes os senadores José Reguffe (sem partido-DF), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Alvaro Dias (Pode-PR), Simone Tebet (MDB-MS), Esperidião Amin (PP-SC), Major Olímpio (PSL-SP) e Angelo Coronel (PSD-BA).
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“A eleição, com essa quantidade de candidatos, vai ter segundo turno”, afirmou Reguffe, após a reunião. Segundo ele, há inclusive a possibilidade de a eleição não se encerrar nesta sexta-feira. “É imprevisível o que vai acontecer.”
De acordo com o senador, a primeira questão de ordem pela votação aberta será feita ainda quando Alcolumbre estiver presidindo a sessão. O senador abrirá os trabalhos, porque é o único remanescente da atual Mesa Diretora do Senado.
Amin nega que a manutenção das candidaturas seja uma tática para derrotar Calheiros. “Eu não acho que é uma estratégia. É um mal decorrente de um mal maior: a fragmentação partidária”, argumentou.
Coronel também avalia que os senadores não se mobilizam contra Calheiros. “É um movimento de renovação do Senado, não é contra uma candidatura. É um movimento de mudança”, afirmou.







