São Paulo

“Legado maldito”: Aras comenta sobre Lava Jato

Augusto Aras afirmou na última quinta-feira (7) que o Brasil ainda sente o “legado maldito” deixado pela operação Lava Jato.

“Fui acusado de destruir a Lava Jato, quando apenas institucionalizei e despersonalizei o Ministério Público. Hoje, a sociedade enxerga seu verdadeiro legado maldito, seu ‘modus operandi’ que ceifa vidas, a política, a economia e afronta a soberania nacional”, escreveu o Procurador-geral da República (PGR) por meio de sua conta no X, o antigo Twitter.

Ele também alegou que, nos últimos quatro anos, o país enfrentou “um forte corporativismo apoiado pelas fake news divulgadas pela imprensa desviada que confundiram Justiça com vingança”.

Augusto Aras, PGR, durante sessão no STF.
Augusto Aras, procurador Geral da República (Arquivo/Rosinei Coutinho/STF)

“Nós temos o dever de cumprir a Constituição, rasgada por poucos e ruidosos membros do sistema de Justiça”, completou o PGR.

As declarações de Aras se deram um dia após o ministro José Antonio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), invalidar as provas obtidas por meio do acordo de leniência firmado pela Odebrecht.

Em sua decisão, o magistrado afirmou que a prisão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2018 foi “um dos maiores erros judiciários da história do país”.

Na determinação, ele aponta que as evidências foram obtidas “às margens” da Lei.

Nivaldo Lima

Nivaldo Lima é jornalista profissional com 31 anos de atuação na imprensa brasileira. Durante sua carreira, trabalhou em diversos veículos de comunicação, desenvolvendo experiência na cobertura de política, segurança pública, trânsito, serviços e assuntos de interesse da população. Atualmente é repórter cinematográfico na Tv Band de São Paulo e editor do portal São Paulo Agora, portal dedicado à cobertura dos principais acontecimentos da cidade de São Paulo e da Região Metropolitana, com compromisso com a informação responsável, verificada e de interesse público.

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