Suzano: Promotor denuncia 4 por venda de armas e munição a atiradores
Por Elaine Patricia Cruz
O Ministério Público de São Paulo denunciou quatro pessoas por participação no massacre ocorrido na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (SP), em março deste ano. Segundo o promotor de Justiça Rafael Ribeiro do Val, que fez a denúncia, todos eles tiveram participação na venda de armas e munições para os dois atiradores.
Um dos denunciados teria negociado a venda de munições diretamente aos dois atiradores, como também intermediou a compra da arma de fogo utilizada nos crimes. Um outro denunciado seria o responsável pela venda da arma de fogo com numeração parcialmente suprimida. Os demais venderam munições aos atiradores.
- Pesquisa mostra Tarcísio à frente de Haddad na disputa pelo Governo de São Paulo
- Criminosos invadem condomínio e roubam motos durante a madrugada em Osasco
- Operação Quebra-Vidro prende três suspeitos e apreende drogas no Centro de São Paulo
- Sexta-feira será marcada por chuva, ventos fortes e temperaturas amenas em São Paulo
- Polícia Civil prende 10 suspeitos e desmonta esquema de tráfico de drogas em Araraquara
O promotor solicitou a prisão preventiva dos quatro denunciados, ressaltando que a medida é necessária para a garantia da ordem pública, sobretudo “quando toda a sociedade trava uma batalha contra o aumento indiscriminado da violência, exigindo (…) uma resposta rápida e eficaz do Judiciário”.
Caso a denúncia seja aceita, os quatro vão responder por tentativas de homicídio e homicídios consumados.
O ataque
O ataque à escola, ocorrido na manhã do dia 13 de março, foi provocado por dois ex-alunos – um adolescente de 17 anos e um rapaz de 25 anos – encapuzados e armados. Dez pessoas morreram, sendo duas funcionárias da escola, cinco alunos, um comerciante, tio de um dos atiradores, e os dois atiradores. O atentado deixou ainda 11 feridos.







