CPTM: greve continua nesta quarta (5); rodízio segue suspenso em São Paulo
Paralisação entra no segundo dia, afeta o transporte ferroviário, leva ao cancelamento do rodízio e provoca mudanças no atendimento da rede municipal de saúde
A greve dos ferroviários da CPTM entra no segundo dia nesta quarta-feira (5), mantendo paralisadas as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, incluindo o Expresso Aeroporto. Diante dos impactos no transporte público, a Prefeitura de São Paulo decidiu manter suspenso o rodízio municipal de veículos e anunciou o reagendamento de consultas e exames de pacientes que não conseguirem chegar às unidades de saúde.

Enquanto isso, o Governo de São Paulo informou que manterá o plano de contingência para reduzir os reflexos da paralisação no sistema ferroviário.
Rodízio continua suspenso
Com a manutenção da greve, os veículos estão liberados do rodízio durante toda esta quarta-feira.
Segundo a Prefeitura, equipes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) permanecem monitorando as principais vias da capital para minimizar os impactos no trânsito e orientar os motoristas.
As demais restrições de circulação permanecem em vigor, incluindo:
- Rodízio de caminhões;
- Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC);
- Zona de Máxima Restrição aos Fretados (ZMRF).
As faixas exclusivas de ônibus também continuam destinadas apenas ao transporte coletivo.
Pacientes terão consultas remarcadas
A Prefeitura informou que pacientes da rede municipal prejudicados pela paralisação terão consultas e exames reagendados.
De acordo com a administração municipal, as próprias unidades de saúde entrarão em contato com os usuários para informar as novas datas, não sendo necessário comparecer ao local apenas para solicitar o reagendamento.
Governo reforça operação
O Governo de São Paulo informou que CPTM e Metrô seguirão com o plano de contingência adotado desde o início da greve.
Além disso, concessionárias responsáveis por outras linhas ferroviárias e metroviárias anunciaram reforço nas equipes de atendimento, ampliação do monitoramento operacional e manutenção da frota máxima nos horários de maior movimento para reduzir os impactos aos passageiros.
As linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda, 10-Turquesa, além das linhas do Metrô e das concessionárias, seguem operando normalmente.
Sindicato mantém greve
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil informou que decidiu manter a paralisação após considerar insuficientes as propostas apresentadas pelo governo.
Segundo a entidade, ainda não foi apresentada uma garantia formal sobre a manutenção dos empregos dos trabalhadores da CPTM após o processo de concessão das linhas.
Uma nova assembleia da categoria está prevista para esta quarta-feira, quando os ferroviários deverão avaliar o andamento das negociações e decidir os próximos passos do movimento.
Governo critica paralisação
O Governo de São Paulo afirmou que a continuidade da greve prejudica aproximadamente um milhão de passageiros e reiterou que não há demissões previstas em decorrência da concessão das linhas.
Em nota, o Executivo estadual informou que os funcionários estão contemplados em um plano de realocação para diferentes órgãos públicos e criticou o descumprimento da decisão judicial que determinava a manutenção de parte do efetivo durante a paralisação.
Também nesta quarta-feira, o governador Tarcísio de Freitas criticou o movimento nas redes sociais, classificando a greve como uma ação de caráter político e afirmando que o governo continuará adotando medidas para garantir a prestação do serviço.







