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Março Azul Marinho reforça alerta para câncer colorretal, um dos mais comuns no país

Campanha destaca prevenção e diagnóstico precoce diante de alta incidência e casos avançados

Após as campanhas de conscientização do Março Lilás e do Março Amarelo, o mês também é marcado pelo Março Azul Marinho, iniciativa dedicada à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer colorretal. A doença está entre as mais frequentes no Brasil, atingindo principalmente pessoas acima dos 50 anos.

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Campanha reforça prevenção e diagnóstico precoce diante de alta incidência da doença(Divulgação – Governo de São Paulo)

Dados globais indicam que esse tipo de tumor representa cerca de 10% das mortes por câncer no mundo. No país, especialistas alertam que a maioria dos casos está diretamente relacionada a hábitos de vida, como alimentação inadequada, sedentarismo, consumo excessivo de álcool, tabagismo e obesidade.

Estilo de vida influencia diretamente no risco

Segundo especialistas da área oncológica, uma parcela significativa dos casos poderia ser evitada com mudanças no estilo de vida. Dietas ricas em gordura animal e pobres em fibras, associadas à falta de atividade física, contribuem para alterações no organismo que favorecem o desenvolvimento da doença.

A obesidade, por exemplo, pode desencadear processos inflamatórios crônicos, facilitando o surgimento de pólipos no intestino — lesões que, ao longo do tempo, podem evoluir para tumores malignos.

Diagnóstico ainda ocorre tardiamente

Um dos principais desafios no combate ao câncer colorretal é a detecção tardia. Em centros de referência, como o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), grande parte dos pacientes chega com a doença já em estágio avançado, o que dificulta o tratamento e reduz as chances de cura.

Isso ocorre, em parte, porque os sintomas iniciais podem ser confundidos com problemas comuns, como hemorroidas ou alterações digestivas passageiras.

Sinais de alerta

Entre os principais sinais que merecem atenção estão a presença de sangue nas fezes, dores abdominais frequentes e mudanças no funcionamento intestinal. Alterações como episódios de diarreia em pessoas que costumavam ter intestino preso — ou o inverso — também podem indicar a necessidade de investigação médica.

Em casos mais avançados, podem surgir sintomas como afinamento das fezes ou sensação de evacuação incompleta.

Prevenção e rastreamento são fundamentais

A principal estratégia para reduzir a mortalidade é o diagnóstico precoce. O exame de sangue oculto nas fezes é uma das ferramentas mais utilizadas para identificar sinais iniciais da doença, mesmo antes do surgimento de sintomas.

Quando o resultado é positivo, a colonoscopia é indicada para confirmar o diagnóstico e, em muitos casos, permitir a retirada de lesões ainda em fase inicial, evitando tratamentos mais invasivos.

No Brasil, embora não exista um programa nacional estruturado de rastreamento, a recomendação médica é que pessoas a partir dos 50 anos realizem o exame regularmente.

Importância da conscientização

A campanha Março Azul Marinho busca justamente ampliar o conhecimento da população sobre a doença e incentivar a adoção de hábitos saudáveis, além da realização de exames preventivos.

Especialistas destacam que, quando identificado precocemente, o câncer colorretal tem altas chances de cura, reforçando a importância da informação e do acompanhamento médico regular.

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