São Paulo

Moraes encaminha denúncia da PGR contra Eduardo Bolsonaro à Câmara

Peça acusa deputado de coação e foi enviada ao presidente da Casa, Hugo Motta, para conhecimento e eventuais medidas

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), enviou nesta terça-feira (23) ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), uma cópia da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A medida atende a um pedido formal da própria PGR para que a Casa Legislativa tome ciência da denúncia e avalie possíveis medidas disciplinares.

Moraes encaminha denúncia da PGR contra Eduardo Bolsonaro à Câmara
Alexandre de Moraes atendeu pedido da PGR e remeteu acusação de coação ao deputado federal ao comando da Casa(Divulgação)

Na peça encaminhada, acusa-se Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo, em conjunto com o blogueiro Paulo Figueiredo, por atos que supostamente visaram pressionar autoridades para favorecer interesses pessoais e familiares. Moraes também autorizou que as defesas dos acusados tenham acesso aos autos e investigações relacionadas à denúncia.

O despacho ressalta ainda que Hugo Motta havia rejeitado anteriormente a indicação de Eduardo Bolsonaro para a liderança da minoria na Câmara, justificando que o deputado não poderia exercer tal função estando no exterior. No entendimento do ministro, a comunicação formal à Câmara é um passo necessário para que o Legislativo possa deliberar ações internas, como instalação de processo disciplinar, caso entenda ser pertinente.

Em resposta à denúncia, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo divulgaram nota conjunta desqualificando a peça como “denúncia fajuta” e afirmando que continuarão atuando com “parceiros internacionais” para pressionar autoridades no Brasil.

Como Hugo Motta irá agir diante do despacho é uma das próximas perguntas no cenário político e institucional — se dará andamento a um processo de ética ou cederá ao argumento do deputado de que a acusação é espúria. A movimentação reforça ainda a tensão entre os poderes judiciário, legislativo e o Ministério Público em um momento de disputas intensas no panorama jurídico brasileiro.

Deixe um comentário

Antes de comentar

Mantenha o respeito e contribua para uma discussão saudável. Comentários com ofensas, discurso de ódio, ameaças, spam ou conteúdo ilegal poderão ser removidos.

Ao enviar seu comentário, você concorda com as regras de participação do São Paulo Agora.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Nivaldo Lima

Nivaldo Lima é jornalista com 31 anos de experiência, especializado na cobertura de política, segurança pública, trânsito e cotidiano.
Botão Voltar ao topo
Fechar

Bloqueador de anúncios

Não bloqueie os anúncios