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Tempestade de neve deixa 11 mortos e paralisa cidades nos Estados Unidos

Nevasca intensa atinge várias regiões do país, interrompe voos, afeta serviços essenciais e provoca mortes por frio extremo e acidentes

Uma forte tempestade de inverno atingiu diversas regiões dos Estados Unidos neste fim de semana, deixando pelo menos 11 mortos e provocando um cenário de caos climático que afetou o transporte, os serviços públicos e a rotina de milhões de pessoas. A nevasca, impulsionada por uma massa de ar ártico, cobriu cidades inteiras com neve, causou quedas bruscas de temperatura e forçou o cancelamento de quase 11 mil voos, em um dos maiores impactos meteorológicos registrados no país neste início de ano.

Tempestade de neve deixa 11 mortos e paralisa cidades nos Estados Unidos
Nevasca intensa atinge várias regiões do país, interrompe voos, afeta serviços essenciais e provoca mortes por frio extremo e acidentes(Reprodução – Redes Sociais)

Em Washington, DC, foram registrados mais de 20 centímetros de neve em menos de 24 horas, um volume que paralisou a capital norte‑americana. Autoridades locais reforçaram o alerta para a população evitar sair de casa, já que o frio intenso, com temperaturas chegando a –10 °C, representa risco real de hipotermia e acidentes em vias congeladas.

Os transtornos também afetaram fortemente o setor aéreo. Segundo dados oficiais, 10.870 voos foram cancelados em todo o país no domingo (21), com os principais impactos registrados em grandes aeroportos como Dallas-Fort Worth, Filadélfia, Charlotte, Atlanta e Nova York. Em Atlanta, um dos principais hubs do transporte aéreo americano, centenas de partidas e chegadas foram suspensas, deixando milhares de passageiros retidos.

A tempestade também causou apagões em áreas urbanas e rurais, especialmente em estados do nordeste e sudeste dos EUA, além de provocar o fechamento de escolas, a suspensão do transporte público em algumas regiões e o congestionamento de estradas cobertas por neve e gelo. Governos estaduais emitiram alertas de emergência, pedindo à população que permaneça em casa e evite deslocamentos.

As 11 mortes confirmadas até agora estão sendo investigadas pelas autoridades. Em muitos casos, os óbitos estão associados à exposição prolongada ao frio, acidentes rodoviários em pistas escorregadias e quedas provocadas por acúmulo de gelo. Há ainda relatos de moradores que faleceram por falhas no aquecimento residencial em áreas atingidas por cortes de energia.

Meteorologistas alertam que o sistema de baixa pressão que causou a tempestade ainda pode continuar influenciando o clima nos próximos dias, especialmente no leste e nordeste do país. As autoridades pedem atenção redobrada à população em situação de vulnerabilidade, como idosos e pessoas em situação de rua, que correm maior risco em temperaturas extremas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o episódio, mas equipes da Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA) já atuam nas regiões mais afetadas.

A nevasca reacende o debate sobre os impactos das mudanças climáticas na frequência e intensidade de fenômenos meteorológicos extremos nos EUA e no mundo. Especialistas indicam que episódios como esse tendem a se tornar mais comuns, exigindo respostas mais rápidas e coordenadas do poder público.

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