Polícia Civil de São Paulo prende 355 agressores de mulheres na Operação Shamar
Ação coordenada pelo governo federal mobiliza 2,2 mil policiais e marca combate intensificado à violência de gênero em todo o estado
Na última quinta-feira (7) a Polícia Civil do Estado de São Paulo realizou uma operação de grande porte que resultou na prisão de 355 indivíduos acusados de crimes contra mulheres. A ação — denominada Operação Shamar — foi coordenada em âmbito federal pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça e contou com apoio maciço da estrutura da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP‑SP).

Ao todo, 2,2 mil policiais civis participaram da mobilização, envolvendo as Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), unidades especializadas e distritos policiais espalhados por todas as regiões do estado, além do reforço da Polícia Militar. Esta iniciativa representa apenas parte de uma ação mais ampla: ao longo de agosto, a operação pretende cumprir mais de mil mandados de prisão contra autores de violência doméstica, familiar e sexual, em atuação simultânea em todo o território paulista.
O secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, classificou a operação como “uma das maiores ações já realizadas com esse foco”, reforçando o compromisso do Estado e do governo federal em fortalecer o suporte às vítimas e elevar a eficácia no combate à violência de gênero.
A Operação Shamar acontece em um contexto alarmante: segundo dados da SSP‑SP, o estado registrou em 2025 um aumento expressivo das tentativas de feminicídio — cerca de duas mulheres por dia foram vítimas dessa grave situação no primeiro semestre, número quatro vezes maior do que o observado em 2023.
O ganho imediato em logística e coordenação da segurança pública evidencia a seriedade com que a violência contra a mulher está sendo tratada. No entanto, o sucesso das ações depende também da continuidade de políticas públicas, como o fortalecimento das Delegacias da Mulher, a ampliação dos serviços da Rede de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência (incluindo CRAMs, Casas Abrigo e Promotorias Especializadas) e a aplicação efetiva da Lei Maria da Penha — instrumentos fundamentais para garantir acolhimento, proteção e justiça às vítimas.







