Polícia

Roubos e furtos de motos caem 12% em São Paulo em 2025, aponta SSP

Capital paulista registrou cerca de 2 mil ocorrências a menos; ações de inteligência e combate a desmanches impulsionaram queda

A cidade de São Paulo encerrou 2025 com redução de 12% nos casos de roubos e furtos de motocicletas, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP). O levantamento indica cerca de 2 mil ocorrências a menos em comparação com 2024.

Roubos e furtos de motos caem 12 em So Paulo em 2025 aponta SSP
Capital paulista registrou cerca de 2 mil ocorrências a menos de roubos de motos(Imagem ilustrativa criada por IA)

Ao todo, foram registrados 16,6 mil boletins de ocorrência na capital no ano passado. A maior parte dos casos corresponde a furtos, que somaram 11,6 mil registros. No mesmo período de 2024, o total chegou a 18,8 mil ocorrências, sendo 12,7 mil furtos.

Ações de inteligência e integração policial

De acordo com a SSP, a queda está relacionada ao fortalecimento das investigações e à atuação integrada entre a Polícia Civil de São Paulo e a Polícia Militar do Estado de São Paulo.

O delegado André Figueiredo, da 4ª Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar), destacou que o compartilhamento de informações entre as unidades ampliou o monitoramento em áreas com maior incidência de crimes.

Um exemplo foi a intensificação do policiamento e da análise de dados nas regiões da Marginal Tietê e da Rodovia Anhanguera. A ação resultou na identificação e prisão de integrantes de uma organização criminosa especializada em roubos e receptação de motocicletas.

Queda também no estado

O recuo não se limitou à capital. Em todo o estado de São Paulo, os registros desse tipo de crime diminuíram 10%. Em 2025, foram contabilizados 42,2 mil casos, contra 46,7 mil no ano anterior.

Combate aos desmanches e receptação

A repressão aos pontos de receptação tem sido apontada como fator central na redução dos índices. Investigações conduzidas pela Polícia Civil desarticularam um grupo que atuava há pelo menos sete meses na zona norte da capital. O trabalho incluiu monitoramento de redes sociais, análise de imagens e quebra de sigilo telemático em plataformas digitais.

Em outra ação, uma mulher foi presa ao transportar peças de motocicletas da zona oeste para o centro da cidade, onde seriam revendidas na região conhecida como “quadrilátero das motos”, tradicional polo de comércio de peças.

As forças de segurança também intensificaram fiscalizações em oficinas suspeitas de funcionar como desmanches clandestinos. Segundo a polícia, atuar na ponta da cadeia criminosa — impedindo a comercialização de peças — é estratégia essencial para desestimular novos furtos e roubos.

A avaliação das autoridades é que o modelo de atuação integrado e baseado em inteligência deve continuar como prioridade para conter crimes patrimoniais na capital e no interior paulista.

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