Polícia

Operação prende suspeitos e bloqueia R$ 33 milhões ligados ao Comando Vermelho em SP

Ação do Ministério Público e da Polícia Civil mira estrutura financeira e logística da facção no interior paulista

Uma operação realizada nesta quarta-feira (11) resultou na prisão de cinco pessoas suspeitas de integrar a estrutura do Comando Vermelho no interior de São Paulo. A ação foi conduzida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) em conjunto com a Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio da Delegacia de Investigações Gerais de Rio Claro, com apoio da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.

Operao prende suspeitos e bloqueia R 33 milhes ligados ao Comando Vermelho em SP
Ação do Ministério Público e da Polícia Civil mira estrutura financeira e logística da facção no interior paulista(Divulgação – Governo de São Paulo)

As investigações têm como foco desarticular o funcionamento logístico, financeiro e operacional da facção criminosa na região. De acordo com o MP-SP, o grupo estaria envolvido em crimes como tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro e homicídios.

A Justiça autorizou 19 mandados de prisão preventiva. Cinco deles foram cumpridos nesta quarta-feira, enquanto outros seis investigados já estavam presos anteriormente. Os demais alvos ainda não foram localizados e são considerados foragidos.

Também foram expedidos 26 mandados de busca e apreensão em cidades de São Paulo e de Minas Gerais. Além disso, a decisão judicial determinou o bloqueio de R$ 33,6 milhões em contas bancárias, bem como o sequestro de 12 imóveis e 103 veículos ligados aos investigados.

Segundo o Ministério Público, a operação ocorre em meio ao aumento da violência na região de Rio Claro, associado a disputas entre organizações criminosas. As autoridades apontam um conflito territorial entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e um grupo rival após a aproximação de uma nova liderança local com o Comando Vermelho.

As investigações também revelaram estratégias utilizadas pela organização para transportar drogas e armamentos, como o uso de veículos com compartimentos ocultos. Para ocultar a origem do dinheiro obtido com as atividades ilegais, o grupo utilizaria empresas de fachada e intermediários conhecidos como “laranjas”.

O fluxo financeiro da organização também chamou atenção dos investigadores. Registros apontam movimentações superiores a R$ 1,19 milhão em menos de um mês.

Para disfarçar a origem dos recursos, os suspeitos utilizavam contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, incluindo empresas como construtoras e consultorias. As transações eram realizadas por meio de Pix, transferências eletrônicas e depósitos em dinheiro, o que dificulta o rastreamento das operações.

A ação recebeu o nome de Operação Linea Rubra, expressão em latim que significa “linha vermelha”. Segundo o Ministério Público, a denominação simboliza o objetivo de estabelecer um limite ao avanço do Comando Vermelho no território paulista.

5 1 voto
Avalie o artigo

Se inscrever
Notificar de

0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

Mais desta categoria

Botão Voltar ao topo
0
Está gostando do conteúdo? Comente!x
Fechar

Bloqueador de anúncios

Não bloqueie os anúncios