Política

Ato na USP reúne sociedade civil em defesa da soberania nacional diante do tarifaço dos EUA

Salão Nobre da Faculdade de Direito da USP foi palco de protesto contra as tarifas de 50% anunciadas por Trump, com manifesto publicado por cerca de mil pessoas

Na manhã desta sexta-feira (25), lideranças estudantis, juristas e representantes de mais de 100 entidades da sociedade civil se reuniram no Salão Nobre da Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, para um ato em defesa da soberania nacional e repúdio às tarifas de 50% que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou sobre produtos brasileiros, válidas a partir de 1º de agosto.

Ato na USP reúne sociedade civil em defesa da soberania nacional diante do tarifaço dos EUA
Salão Nobre da Faculdade de Direito da USP foi palco de protesto contra as tarifas de 50% anunciadas por Trump, com manifesto publicado por cerca de mil pessoas(Paulo Pinto-Agência Brasil)

Com auditório lotado — inclusive corredores e portas — o evento contou com a leitura da Carta em Defesa da Soberania Nacional, assinada por mais de 300 entidades, entre as quais OAB, UNE, Instituto Vladimir Herzog, ABI, CUT, Força Sindical e MST. O documento sublinha que qualquer tentativa de intervenção ou intimidação externa é inadmissível e que o Brasil detém plenos instrumentos legais para proteger sua autonomia institucional e econômica.

A vice-diretora da faculdade, Ana Elisa Bechara, e a presidenta do Centro Acadêmico XI de Agosto, Júlia Pereira Wong, enfatizaram que defender a soberania é um ato de cidadania e responsabilidade social, que extrapola afiliações partidárias. Já o ex-ministro José Dirceu criticou o que denominou de “pretexto político” por trás das tarifas de Trump — que, segundo ele, visam proteger interesses da extrema direita brasileira e prejudicar o avanço da soberania tecnológica e financeira do país.

Participaram ainda nomes como José Genoino, Bianca Borges (presidente da UNE), Edinho Silva (PT), Ivan Valente (PSOL) e o jornalista Juca Kfouri, que enalteceram o caráter simbólico e histórico do local — palco, anteriormente, da Carta aos Brasileiros em 1977 e da mobilização democrática de 2022.

Mais de 9 mil assinaturas chegaram para aderir à carta até o fechamento da matéria, demonstrando que o ato é parte de uma mobilização nacional que deve se multiplicar, inclusive com protestos marcados para 1º de agosto em diversas capitais.

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