Política

Lula lidera corrida presidencial, mas Flávio Bolsonaro encurta distância, mostra Quaest

Nova pesquisa revela estabilidade de Lula na liderança, enquanto Flávio Bolsonaro cresce e se consolida como principal nome da oposição para 2026

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (14) reforça a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial, mas também revela um avanço nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) em relação a levantamentos divulgados nos meses anteriores. A análise de cenários de primeiro e segundo turno nos permite observar a dinâmica da disputa eleitoral para as eleições de outubro de 2026.

Lula lidera corrida presidencial mas Flvio Bolsonaro encurta distncia mostra Quaest
Presidente segue favorito na disputa presidencial, mas base bolsonarista ganha força com desempenho do filho do ex-presidente em novos cenários(Divulgação)

Primeiro turno: Lula no topo, Flávio cresce conforme cenários alternativos

Na pesquisa mais recente — realizada entre 8 e 11 de janeiro de 2026 com 2.004 eleitores em todo o país — Lula aparece consolidadamente à frente em todos os cenários testados para o primeiro turno, com cerca de 36% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 23%, e outros nomes como o governador Tarcísio de Freitas em terceiro lugar com 9%.

O levantamento também trouxe cenários alternativos sem alguns candidatos de centro e direita, nos quais o desempenho de Flávio melhorou: em um cenário simplificado com menos nomes, o senador chegou a registrar 31%, pressionando Lula apesar da vantagem do presidente.

Comparando com levantamentos divulgados em dezembro de 2025, o padrão de liderança de Lula é consistente, embora o percentual do presidente tenha oscilado entre cerca de 34% a 39% conforme a composição dos cenários testados e a presença (ou ausência) de outros candidatos de direita e centro‑direita. Esse movimento sugere que, embora Lula mantenha uma vantagem clara na preferência do eleitorado, Flávio Bolsonaro e outros adversários conseguem atrair parte dos eleitores de oposição quando certos nomes são excluídos das simulações.

Segundo turno: vantagem de Lula contra adversários da direita

Nos cenários de segundo turno simulados pela Quaest, Lula aparece na frente em todas as possíveis disputas. Por exemplo, em confrontos diretos contra Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Ratinho Jr. e outros nomes da oposição, o presidente obtém vantagem, indicando que, se a eleição fosse hoje, poderia vencer com margens variáveis.

Em um cenário de Lula contra Flávio Bolsonaro, o presidente chegou a marcar cerca de 45% contra 38% do senador, de acordo com uma das simulações. Esses números reforçam a percepção de que, mesmo com crescimento de Flávio no primeiro turno, Lula manteria vantagem consolidada na etapa final da disputa eleitoral.

Tendências ao longo do tempo

Dados de pesquisas anteriores da Quaest indicam que Lula liderava cenários eleitorais ao longo de 2025, mesmo em confrontos diretos com figuras da direita e centro‑direita, e que essa liderança se repetiu em agosto e outros meses do ano passado. Mesmo observando altas e baixas em diferentes levantamentos, o núcleo do eleitorado do presidente tem se mostrado relativamente estável, com Lula liderando a preferência em múltiplos cenários e mantendo vantagem nos cenários de segundo turno.

Por outro lado, a evolução das intenções de voto de Flávio Bolsonaro — especialmente quando comparada com levantamentos em que o senador obtém percentuais menores — indica que ele se consolidou como principal nome da oposição e um candidato competitivo, embora ainda atrás de Lula nas projeções gerais. A percepção de que a candidatura de Flávio deve ir até o fim também tem crescido entre os eleitores.

Conclusão

O comparativo entre pesquisas Quaest revela um cenário eleitoral em que Lula continua forte e à frente em todos os cenários simulados, mas também mostra que Flávio Bolsonaro vem ganhando espaço, ampliando seu desempenho em certas composições de primeiro turno. Nos cenários de segundo turno, Lula mantém vantagem, sugerindo que ele não apenas lidera as intenções de voto, mas também poderia derrotar seus adversários em uma eventual etapa decisiva da eleição presidencial de 2026.

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