Primeira morte por dengue em 2026 coloca São Paulo em alerta; veja evolução e prevenção
Caso fatal em Nova Guataporanga soma‑se a quase 5 mil casos prováveis no estado; autoridades reforçam combate ao Aedes aegypti
O estado de São Paulo registrou sua primeira morte por dengue em 2026, conforme dados divulgados pela Secretaria Estadual da Saúde (SES‑SP) nesta sexta‑feira. A vítima, um homem de 53 anos residente em Nova Guataporanga, na região Oeste paulista, apresentou sintomas compatíveis com a doença no início de janeiro e teve seu caso confirmado posteriormente, marcando o primeiro óbito da temporada em curso.

A confirmação ocorre em meio a um cenário preocupante de milhares de casos prováveis de dengue já registrados no estado neste início de ano. Segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da SES‑SP, até o boletim mais recente foram contabilizados mais de 4 300 casos prováveis, com quase mil confirmações laboratoriais e alguns casos graves ainda em acompanhamento.

Comparativo histórico dos últimos anos
Os números de mortes por dengue em São Paulo têm mostrado variações importantes ao longo da última década e revelam que 2025 foi um ano especialmente crítico. O gráfico abaixo (clicável para visualização maior) traz a trajetória das mortes confirmadas pela doença entre 2020 e 2026 (dados preliminares):
📊 Evolução de óbitos por dengue no estado de São Paulo (2020–2026)
| Ano | Mortes Confirmadas |
|---|---|
| 2020 | 182 |
| 2021 | 98 |
| 2022 | 163 |
| 2023 | 354 |
| 2024 | 474 |
| 2025 | 1 122 |
| 2026 | 1 (até o primeiro óbito confirmado) |
A partir dessa comparação, fica evidente que 2025 foi um ano com um número recorde de óbitos por dengue no estado — consequência de uma grande circulação do Aedes aegypti, aliado a condições climáticas que intensificaram a transmissão. Já 2026 começa com a confirmação de um novo óbito, o que mantém o alerta epidemiológico ativo.
Regiões mais afetadas neste início de temporada
Dados mais recentes indicam que algumas áreas do interior paulista, como Araçatuba e Presidente Prudente, estão entre os municípios com maior incidência proporcional da doença. Em termos absolutos, grandes centros também registraram incremento nos casos, o que mantém o foco dos esforços em vigilância e controle em regiões urbanas densamente povoadas.
O que causa a dengue
A dengue é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que prolifera em ambientes com água parada. Diferente do senso comum, sua transmissão não depende de contato com pessoas infectadas, mas sim da picada de fêmeas do mosquito que tenham adquirido o vírus. Os principais sintomas incluem febre alta, dores musculares e articulares, fortes dores de cabeça, náuseas e manchas na pele.
Dicas práticas para prevenir a dengue
As autoridades de saúde reforçam que a prevenção ainda é a estratégia mais eficaz contra a dengue. Entre as medidas recomendadas estão:
- 🧹 Eliminar água parada: vasilhas, pratos de plantas, pneus, ralos e caixas d’água devem ser mantidos limpos e tampados.
- 🪣 Manter calhas limpas: folhas e sujeira acumuladas podem reter água e servir de criadouro.
- 🚫 Não descartar lixo irregularmente: recipientes em vias públicas acumulam água e atraem mosquitos.
- 🫧 Telas e repelentes: instalar telas em janelas e usar repelente pode reduzir a exposição às picadas.
- 🩺 Atendimento médico rápido: se houver sintomas compatíveis com dengue, procure atendimento — principalmente em áreas com alta transmissão.
Além disso, vacinas com eficácia contra alguns sorotipos da dengue têm sido disponibilizadas gradualmente, mas o uso está sujeito a critérios clínicos e de idade específicos. A SES‑SP costuma divulgar orientações sobre vacinação em seus boletins conforme a disponibilidade.
Alerta às populações vulneráveis
Idosos, crianças e pessoas com condições crônicas de saúde estão entre os grupos que podem apresentar maior risco de complicações graves quando infectados pelo vírus da dengue. Por isso, o alerta das autoridades é para que esses grupos sejam ainda mais cuidadosos nos cuidados preventivos.







