Tarcísio propõe aumento de 10% e novos planos de carreira de policiais em SP
Projeto enviado à Alesp prevê reajuste salarial e novas regras para promoções nas forças de segurança
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, encaminhou à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo um conjunto de projetos de lei que prevê reajuste salarial e reestruturação dos planos de carreira das polícias estaduais.

A proposta inclui um aumento linear de 10% para integrantes da Polícia Militar do Estado de São Paulo, da Polícia Civil do Estado de São Paulo e da Polícia Técnico-Científica de São Paulo. As medidas passam a valer após aprovação dos deputados estaduais e sanção do governador.
Segundo o governo, a iniciativa busca ampliar a valorização das carreiras policiais, combinando reajuste salarial com mudanças nas regras de progressão profissional.
Reajustes acumulados e impacto
De acordo com a gestão estadual, os reajustes concedidos desde o início do mandato já somam, em média, 35% para as carreiras policiais, índice superior à inflação acumulada no período, estimada em cerca de 14%. Considerando aumentos anteriores incorporados ao orçamento, o impacto total chega a aproximadamente 55%.
O governo também destaca que a alíquota previdenciária de 10,5% permanece entre as mais baixas do país, o que, segundo a administração, contribui para maior rendimento líquido dos profissionais.
Mudanças nas promoções
No caso da Polícia Militar, o projeto prevê a promoção de 10,6 mil soldados de 2ª classe para 1ª classe ainda neste ano. Desse total, 80% devem ser promovidos de forma imediata, enquanto os demais terão ascensão prevista até julho e dezembro.
Para outros cargos e graduações, as novas regras de progressão passam a valer a partir de 2026, com base na regulamentação de vagas. O impacto orçamentário estimado para essas mudanças é de cerca de R$ 15 milhões neste ano.
Já na Polícia Civil, o projeto propõe ajustes no modelo de progressão, com critérios mais objetivos para promoções. Entre os requisitos estão tempo de serviço, avaliação de desempenho, conclusão de cursos e ausência de punições disciplinares.
A proposta também reduz o tempo necessário para alcançar os níveis mais altos da carreira. A progressão entre classes passa a seguir prazos definidos, que podem chegar a 18 anos até a classe especial, sem limitação de vagas — cenário que anteriormente poderia levar mais de 30 anos.
O impacto financeiro estimado dessas mudanças é de cerca de R$ 3,6 milhões por mês.
A proposta ainda será analisada pelos parlamentares da Alesp antes de eventual aprovação.






