Programa Moradia Segura avança e vai beneficiar 1.850 agentes de segurança em SP
Nova etapa prevê subsídios, apartamentos e cartas de crédito para facilitar acesso à casa própria
O Governo do Estado de São Paulo anunciou a ampliação do programa Moradia Segura, iniciativa voltada à aquisição da casa própria por agentes das forças de segurança. Nesta nova fase, 1.850 profissionais serão contemplados com diferentes modalidades de apoio habitacional.

O anúncio foi feito durante o evento “São Paulo Mais Seguro”, que reuniu uma série de medidas voltadas à valorização das forças policiais. A ação é coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH) em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU).
Como funciona a nova etapa
A partir desta quarta-feira (25), servidores já cadastrados deverão confirmar o interesse no programa. O prazo para manifestação segue até 10 de abril, por meio de plataformas oficiais do governo estadual.
Segundo o governo, esta etapa inicial irá contemplar 1.250 unidades habitacionais e 600 cartas de crédito. O objetivo é mapear a preferência dos beneficiários quanto à localização e ao tipo de moradia, além de validar critérios de elegibilidade antes da distribuição.
Subsídios e condições de financiamento
O programa prevê cartas de crédito de até R$ 250 mil, com possibilidade de financiamento em até 30 anos. O valor total do imóvel pode chegar a R$ 350 mil, respeitando a avaliação do bem.
As condições incluem juros reduzidos ou até zerados, dependendo da faixa de renda. Famílias com renda de até cinco salários mínimos terão juro zero, enquanto aquelas com renda entre cinco e dez salários mínimos contarão com taxa de 4% ao ano.
As parcelas poderão comprometer até 20% da renda familiar, com opção de ampliação para 30% em condições específicas.
Distribuição das moradias
As unidades habitacionais serão distribuídas entre capital e interior. Na cidade de São Paulo, estão previstas 350 moradias, divididas entre diferentes regiões. Já no interior, serão 900 unidades espalhadas por dezenas de municípios.
As construções devem ocorrer em 67 cidades, abrangendo diversas regiões administrativas do estado. A previsão é que a maior parte das obras seja concluída até o segundo semestre de 2027.
Público atendido e critérios
O programa é direcionado a policiais civis, militares, técnico-científicos e penais que não possuam imóvel próprio, não tenham financiamento habitacional ativo e não tenham sido beneficiados anteriormente por programas semelhantes.
Ao todo, mais de 39 mil famílias se inscreveram para participar da iniciativa. A seleção seguirá critérios como número de dependentes, idade e, em caso de empate, sorteio.
Política habitacional e impacto social
A ampliação do Moradia Segura integra a estratégia do governo paulista de fortalecer políticas habitacionais voltadas a servidores públicos essenciais. A iniciativa também busca corrigir um histórico de baixa participação desses profissionais em programas de moradia popular.
Além das unidades específicas do programa, os agentes de segurança continuam contemplados nas regras gerais da CDHU, que reserva parte das moradias para a categoria.
Especialistas apontam que ações desse tipo podem contribuir não apenas para a melhoria da qualidade de vida dos profissionais, mas também para a valorização das carreiras ligadas à segurança pública.






