Caetano, Gil e Chico farão show em ato contra anistia e PEC da Blindagem no Rio
Evento em Copacabana integra mobilizações nacionais; propostas em debate no Congresso sob críticas de possíveis brechas legais
Três dos maiores nomes da música brasileira, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque, se apresentarão no próximo domingo (21) em um ato-show na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, contra a anistia a golpistas de 8 de janeiro e a chamada PEC da Blindagem, aprovada recentemente na Câmara dos Deputados. O evento é organizado por frentes populares, entidades sindicais e movimentos sociais que criticam as propostas como medidas que incentivam a impunidade política e fragilizam a democracia.

A manifestação faz parte de um movimento nacional. Segundo os organizadores, além do ato no Rio, estão previstas mobilizações em 19 estados, com concentração em capitais e grandes centros urbanos. O objetivo é pressionar o Senado, onde a PEC da Blindagem ainda precisa ser analisada, e reforçar o posicionamento contrário à anistia ampla, que segue em debate na Câmara dos Deputados.
Em nota, as entidades que convocaram o evento afirmam que a anistia e a PEC representam um “pacto de impunidade” entre setores da extrema-direita e parte do Congresso. Para os organizadores, o perdão a envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro e a ampliação das proteções parlamentares colocam em risco a responsabilização judicial de crimes contra a ordem democrática.
Caetano, Gil e Chico, que ao longo das últimas décadas marcaram presença em manifestações de caráter político e cultural, aceitaram o convite para dar peso simbólico ao ato. “É uma defesa da democracia e da memória recente”, disse um dos articuladores do movimento, destacando que artistas e intelectuais desempenham papel fundamental em momentos de crise política.
A expectativa é de que milhares de pessoas participem do show gratuito em Copacabana. A segurança será reforçada, e o evento contará ainda com a participação de outros músicos e personalidades da cultura brasileira. Paralelamente, sindicatos e coletivos estudantis programaram caravanas para levar manifestantes de diferentes regiões até os locais de protesto.







