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EUA retiram Alexandre de Moraes, esposa e empresa da lista de sanções da Lei Magnitsky

Decisão do governo americano põe fim a restrições financeiras e de entrada no país impostas ao ministro do STF e sua família após cinco meses

Os Estados Unidos retiraram nesta sexta‑feira (12) o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o Instituto Lex — empresa ligada à família — da lista de sanções da Lei Global Magnitsky, segundo anúncio oficial do Departamento do Tesouro dos EUA publicado no site do órgão responsável pela aplicação dessas medidas.

EUA retiram Alexandre de Moraes, esposa e empresa da lista de sanções da Lei Magnitsky
Decisão do governo americano põe fim a restrições financeiras e de entrada no país impostas ao ministro do STF(Fabio Rodrigues-Pozzebom – Agência Brasil)

A inclusão de Moraes na lista havia sido feita em 30 de julho de 2025, sob a administração do presidente Donald Trump, sob a justificativa de que o ministro teria autorizado detenções arbitrárias e restringido a liberdade de expressão no Brasil, inclusive por meio de decisões contra empresas de tecnologia norte‑americanas. À época, as sanções incluemiam bloqueio de bens e interesses sob jurisdição americana, além de proibição de entrada no país.

Posteriormente, em 22 de setembro de 2025, o nome da esposa de Moraes e do Instituto Lex também foi adicionado à lista, com base na alegação de que eles teriam papel de “rede de apoio” ao ministro. Com a revogação desta sexta‑feira, todas essas restrições deixam de valer, inclusive bloqueios financeiros e proibições de trânsito internacional.

A revogação ocorre após quase cinco meses de tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos, que incluiu, além das sanções, a suspensão de vistos e tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. Autoridades brasileiras, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vinham pleiteando a reversão das medidas em conversas com Trump como parte de um processo mais amplo de reaproximação bilateral.

A Lei Magnitsky, criada inicialmente para punir graves violações de direitos humanos e corrupção no exterior, permite ao governo dos EUA impor sanções econômicas a indivíduos e entidades estrangeiras considerados responsáveis por abusos. Entre os efeitos das sanções estão o congelamento de bens e a proibição de transações financeiras que envolvam instituições norte‑americanas.

Com a exclusão de Alexandre de Moraes, sua esposa e a empresa da família da lista, cessam todas as limitações impostas pela lei, incluindo as restrições que afetavam potencialmente suas operações financeiras, movimentação internacional e relações com instituições sob jurisdição americana.

A decisão marca um episódio importante nas relações entre Brasília e Washington, encerrando um capítulo de sanções que havia gerado repercussão internacional e debates sobre soberania judicial, direitos humanos e prática de política externa.

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