“É a primeira vez na história do Brasil que perseguimos magnatas da corrupção”, diz Lula sobre o caso Master
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta segunda-feira que o governo federal está promovendo uma mudança histórica no combate à corrupção ao investigar e buscar responsabilizar figuras de alto poder econômico no escândalo envolvendo o Banco Master.

Durante cerimônia para anúncio de investimentos federais nas áreas de saúde e educação em Mauá (SP), o presidente declarou que o País vive um momento único no enfrentamento a esquemas de corrupção que atingem as classes mais abastadas:
“Vocês estão vendo a nossa briga com o tal do Banco Master? … é a primeira vez na história do Brasil que nós estamos perseguindo os magnatas da corrupção nesse país. Não é prender o cara que está na favela… É prender aquele que está de terno e gravata roubando e mora em apartamento de cobertura ou mora em Miami.”
O presidente disse ainda que é preciso combater a corrupção entre as elites para evitar que as desigualdades se aprofundem. “Ou acabamos com a corrupção das classes poderosas desse país, ou eles acabam com os pobres”, afirmou.
Contexto do caso e denúncias
As declarações de Lula citam a investigação sobre o Banco Master, instituição financeira sob suspeita de irregularidades e um suposto desfalque bilionário estimado em cerca de R$ 80 bilhões, de acordo com autoridades envolvidas nas apurações.
Embora o presidente tenha defendido o combate a fraudes de grande magnitude, o caso também vem gerando críticas e questionamentos políticos e jurídicos, sobretudo em relação a possíveis conflitos de interesse e à atuação de autoridades no ambiente regulatório.
Relação com cooperação internacional
No mesmo discurso, Lula comentou uma conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em que tratou da cooperação bilateral no combate ao crime organizado e pediu apoio na entrega de suspeitos envolvidos em esquemas de corrupção e contrabando fora do Brasil.
Repercussões e implicações
A fala presidencial ocorre em um momento em que o governo busca reforçar a narrativa de endurecimento contra crimes econômicos de grande escala, atribuindo ao seu mandato um caráter de enfrentamento às práticas de corrupção entre as elites financeiras.
Críticos dizem que o discurso pode também ter motivações políticas por se aproximar do período eleitoral, intensificando a polarização sobre temas de combate à corrupção e justiça social.







