Ghosn é destituído da direção da Nissan
Acusado de fraudes financeiras no Japão, o empresário franco-brasileiro Carlos Ghosn, de 64 anos, foi destituído da diretoria da Nissan. No passado, ele ocupou a presidência da montadora. Com a destituição, o executivo encerra quase duas décadas na empresa.
Em uma reunião extraordinária de acionistas, o presidente e CEO da Nissan, Hiroto Saikawa, pediu desculpas pelo escândalo que levou Ghosn à prisão, por várias acusações de irregularidades financeiras.
Saikawa disse que, independentemente dos ilícitos, levará suas responsabilidades “extremamente a sério”. Ele reiterou que se esforçará para restaurar a confiança do público na montadora.
- 8/1: Moraes vota pela rejeição de recursos contra cúpula da PMDF condenada
- Operação Impacto apreende quase 100 kg de drogas em 12 horas e prende 35 pessoas em SP
- Carnaval em São Paulo será de calor e pancadas de chuva; veja a previsão completa
- Operação Verão Integrada reforça monitoramento e atendimento no litoral de SP
- Toffoli se afasta de investigação do Banco Master após reunião no STF
Porém, na reunião, as manifestações de Saikawa não foram suficientes. Acionistas pediram aos gerentes que também assumissem mais responsabilidade.
Nomeação
O presidente da Renault, Jean-Dominique Senard, foi escolhido pelos acionistas como novo membro do conselho. Com a nomeação, a Nissan tentará iniciar um capítulo pós-Ghosn.
O conselho também exonerou Greg Kelly, ex-assessor de Ghosn, que também foi acusado de irregularidades financeiras. Ghosn e Kelly negam todas as acusações contra eles.
Acusações
Ghosn ficou preso por mais de 100 dias em Tóquio, sob a acusação de fraudes financeiras. Após negociar com a Justiça, ele pagou fiança e foi colocado em prisão domiciliar. No entanto, recentemente, retornou à prisão.
*Com informações da NHK, emissora pública de televisão do Japão







