PF acusa Rodrigo Maia de corrupção e lavagem de dinheiro
Por André Richter

(Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
- Carnaval em São Paulo será de calor e pancadas de chuva; veja a previsão completaTempo abafado favorece chuvas rápidas entre a tarde e a noite na capital
- Operação Verão Integrada reforça monitoramento e atendimento no litoral de SPGoverno amplia ações preventivas e estrutura emergencial durante a alta temporada
- Toffoli se afasta de investigação do Banco Master após reunião no STFDecisão foi tomada depois que ministros analisaram relatório da Polícia Federal com menções ao magistrado
- Lula diz a Pacheco que ele é a única opção para disputar o governo de Minas em 2026Em nova reunião no Planalto, presidente reforça apoio ao senador e pressiona por definição sobre candidatura ao Executivo mineiro
- Operação mira grupo chinês ligado ao PCC que movimentou R$ 1,1 bilhão em esquema de lavagem de dinheiroMinistério Público e Polícia Civil cumprem mandados em São Paulo e Santa Catarina contra organização suspeita de usar empresas de fachada para ocultar recursos ilícitos
O Supremo Tribunal Federal (STF) enviou nesta segunda-feira (26) à Procuradoria Geral da República a conclusão de inquérito da Polícia Federal (PF) aberto para investigar o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e o vereador Cesar Maia (DEM-RJ), pai do deputado. Ao concluir as investigações, os delegados da PF atribuíram aos dois os crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro pelo recebimento de “vantagens indevidas” da empreiteira Odebrecht.
De acordo com os delegados “há elementos concretos e relevantes” da existência dos crimes investigados”. Após receber o inquérito, o relator do caso, ministro do STF Edson Fachin, enviou a investigação para a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que terá 15 dias para decidir se vai oferecer denúncia contra os acusados ou pedirá o arquivamento do inquérito.
Segundo a PF, Rodrigo Maia e Cesar Maia receberam total de “valores indevidos” de R$ 1,6 milhão da Odebrecht nos anos de 2008, 2010, 2011 e 2014. O objetivo dos recebimentos, segundo o inquérito, seria “garantir um canal aberto de comunicação para o exercício de influência”. Os supostos pagamentos foram indicados por ex-diretores da empresa que assinaram acordos de delação premiada.
“Sendo assim, havendo elementos concretos de autoria e materialidade, nas circunstâncias descritas nos tópicos acima, para se atestar que estão presentes indícios suficientes de que o deputado federal Rodrigo Felinto Ibarra Maia e Cesar Epitácio Maia, vereador da cidade do Rio de Janeiro, cometeram o delito de corrupção passiva ao solicitarem e receberem contribuições indevidas nos anos de 2008, 2010, 2011 e 2014”, concluiu a PF.
Defesa
Em nota, Rodrigo Maia disse que todas as doações recebidas em suas campanhas foram feitas dentro da lei. Segundo o deputado, as provas utilizadas pela PF foram baseadas somente nas palavras dos delatores.
“Sobre o relatório apresentado pela Polícia Federal, volto a afirmar que todas as doações que recebi em minhas campanhas eleitorais foram solicitadas dentro da legislação, contabilizadas e declaradas à Justiça. Nunca houve pagamentos não autorizados por parte da Odebrecht ou de qualquer outra empresa. A conclusão do relatório da Polícia Federal, portanto, não tem embasamento fático, comprobatório ou legal, já que foi baseado exclusivamente em palavras e planilhas produzidas pelos próprios delatores. Eu confio na Justiça e estou seguro que os fatos serão esclarecidos, e este inquérito, arquivado.”, disse Maia.
*Colaborou Heloísa Cristaldo







