PF suspeita que empresa grega vazou óleo no Nordeste
Por Pedro Peduzzi

- Moraes mantém restrições a Bolsonaro e nega acesso irrestrito de filhos à residênciaMinistro do STF rejeita pedido da defesa e reforça regras da prisão domiciliar por razões de saúde
- Policial Militar de folga intervém em assalto e mata vítima e bandido no Butantã, em SPCaso é investigado pela Polícia Civil e Corregedoria da Polícia Militar
- Enel abre inscrições para curso gratuito de eletricista em São PauloFormação profissional terá início em maio e busca suprir demanda por mão de obra qualificada no setor elétrico
- São Paulo oferece curso gratuito para motociclistas profissionais e facilita regularizaçãoPrograma “Mão na Roda” garante capacitação sem custos e amplia acesso à formalização no estado
- Justiça italiana autoriza extradição de Carla Zambelli para o BrasilEx-deputada está presa em Roma desde 2025 e defesa anuncia recurso contra decisão
A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (1º) Operação Mácula, com objetivo de investigar uma embarcação grega suspeita de ter causado o derramamento de óleo que atingiu mais de 250 praias nordestinas brasileiras. A embarcação grega teria atracado em 15 de julho na Venezuela, onde ficou por três dias antes de seguir a Singapura, via África do Sul.
“O navio grego está vinculado, inicialmente, à empresa de mesma nacionalidade, porém ainda não há dados sobre a propriedade do petróleo transportado pelo navio identificado, o que impõe a continuidade das investigações”, informou a PF.
Os dois mandados de busca e apreensão expedidos pela 14ª Vara Federal Criminal de Natal (RN) estão sendo cumpridos no Rio de Janeiro, em sedes de representantes e contatos da empresa grega no Brasil.
As investigações começaram em setembro e contaram com a participação da Marinha, do Ministério Público Federal, do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente, Agência Nacional do Petróleo, Universidade Federal da Bahia, Universidade de Brasília e Universidade Estadual do Ceará, além de uma empresa privada do ramo de geointeligência.
Dessa forma foi possível localizar a mancha inicial do óleo, a 700 km da costa brasileira (em águas internacionais), de extensão ainda não calculada. A partir da localização da mancha inicial, foi possível estimar que o derramamento deve ter ocorrido entre os dias 28 e 29 de julho. Fazendo uso de técnicas de geociência, foi possível chegar “ao único navio petroleiro que navegou pela área suspeita”, naquela data.
A Polícia Federal solicitou diligências em outros países, a fim de obter mais dados sobre a embarcação, a tripulação e a empresa.
A PF informou, ainda, que está realizando “diversos exames periciais no material oleoso recolhido em todos os estados brasileiros atingidos, bem como exames em animais mortos, já havendo a constatação de asfixia por óleo, assim como a similaridade de origem entre as amostras”.







