Brasil

Brasil sai do Mapa da Fome e Lula diz ser “o homem mais feliz do mundo”

Presidente comemora redução da subnutrição para menos de 2,5% da população e afirma que inclusão dos pobres no orçamento é caminho para erradicar a fome

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou nesta segunda-feira (28) o anúncio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU) afirmando que o Brasil não faz mais parte do Mapa da Fome — indicador que identifica países com mais de 2,5% da população em situação de subnutrição grave. A média trienal 2022/2023/2024 mostra que o índice retrocedeu abaixo desse patamar, simbolizando uma retomada à trajetória de combate à fome após anos de retrocessos.

Brasil sai do Mapa da Fome e Lula diz ser “o homem mais feliz do mundo”
Presidente comemora redução da subnutrição para menos de 2,5% da população e afirma que inclusão dos pobres no orçamento é caminho para erradicar a fome(Rafa Neddermeyer-Agência Brasil)

“Hoje sou o homem mais feliz do mundo”, declarou Lula, em ligação com o diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, reafirmando que a prioridade do governo é incluir os pobres no orçamento nacional. “No dia em que os governantes fizerem isso, vamos resolver esse problema crônico da humanidade”, disse o presidente.

O governo credita a conquista ao Plano Brasil Sem Fome, que reúne mais de 80 ações ao longo de dois anos, incluindo programas como Bolsa Família, PAA, fortalecimento da agricultura familiar, alimentação escolar e incentivo à geração de emprego e renda. Em 2023, foram retiradas cerca de 24 milhões de pessoas da insegurança alimentar grave, e a pobreza extrema recuou historicamente a 4,4%.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, esta é a segunda vez que o Brasil sai da lista da ONU — a primeira ocorreu em 2014, após uma década de políticas sólidas. A reentrada da nação no Mapa da Fome em 2021, decorrente do desmonte dessas políticas, agora foi revertida em tempo recorde.

O anúncio teve repercussão internacional, com elogios da FAO e do diretor-geral à mobilização brasileira. Lula reafirmou seu papel como “soldado mundial contra a fome” e destacou que, enquanto houver desigualdade, seguirá defendendo a inclusão dos mais vulneráveis nas decisões de Estado.

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