Horário de Verão volta ao Brasil em 2025 com início previsto para novembro
Governo define retorno do horário de verão após cinco anos; medida começa em 16 de novembro e vale para Sul, Sudeste e Centro-Oeste
Após cinco anos suspenso, o horário de verão está oficialmente de volta ao Brasil. A medida, que sempre gerou debates entre especialistas em energia, saúde e economia, será retomada a partir do dia 16 de novembro de 2025 e seguirá até 15 de março de 2026. A decisão foi anunciada pelo governo federal e prevê a mudança de uma hora nos relógios da meia-noite do dia 16, quando deverão ser adiantados em 60 minutos nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país.

A justificativa para a retomada está diretamente ligada à crescente pressão sobre o sistema elétrico nacional, sobretudo nos horários de maior consumo, entre o final da tarde e o início da noite. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a adoção do horário de verão pode ajudar a reduzir a necessidade de acionamento de usinas termelétricas, que além de mais caras, são mais poluentes. Com essa mudança, espera-se uma distribuição mais eficiente do consumo energético, aproveitando a maior luminosidade natural nos meses mais quentes do ano.
O horário de verão havia sido extinto em 2019 após um parecer técnico do Ministério de Minas e Energia indicar que os ganhos energéticos já não eram tão significativos quanto em décadas passadas. No entanto, a crise energética dos últimos anos e a sobrecarga em determinados períodos reacenderam a discussão, especialmente diante de novas demandas, como o uso crescente de ar-condicionado, eletrodomésticos e dispositivos eletrônicos em geral. A volta da medida em 2025 é vista por parte do setor como um teste para avaliar sua efetividade no cenário atual.
Estados das regiões Norte e Nordeste ficarão de fora da mudança, como já ocorria em versões anteriores do horário de verão. A diferença de fuso entre algumas regiões poderá gerar pequenos transtornos no início, principalmente em setores como aviação, transportes e serviços online. No entanto, especialistas afirmam que a população deve se readaptar rapidamente, como ocorria antes da suspensão da medida.
Ainda que a economia direta de energia elétrica não seja tão expressiva quanto em anos anteriores, o governo aposta em outros benefícios secundários, como menor emissão de gases de efeito estufa, redução de custos operacionais e estímulo ao lazer noturno e ao comércio em determinados setores. Por outro lado, há alertas sobre os impactos à saúde de parte da população, que pode enfrentar dificuldades para se adaptar ao novo ritmo biológico, principalmente nos primeiros dias após a mudança.
O retorno do horário de verão reacende, portanto, uma discussão sobre como o Brasil pode equilibrar consumo, produção energética e qualidade de vida. A medida, que voltará a fazer parte da rotina de milhões de brasileiros, deverá ser avaliada ao fim do período para medir sua efetividade e impactos reais — tanto para o sistema elétrico quanto para a sociedade em geral.







