São Paulo

Esporão: como exercícios físicos podem diminuir o risco de seu desenvolvimento

Os pés absorvem impactos constantemente, tornando-os suscetíveis a desenvolver patologias como o esporão, causador de dores no calcanhar e na planta do pé

Os pés são membros fundamentais do corpo humano e desempenham funções importantes no cotidiano. São eles que sustentam o corpo e permitem realizar atividades como caminhar, dirigir, praticar esportes e outros. Por conta de sua ativação constante nesses e outros movimentos, é comum o surgimento de lesões e traumas, como o esporão, que atinge a região do calcanhar. Confira o que caracteriza essa enfermidade, quais são suas principais causas e como evitá-lo.

Esporão: como exercícios físicos podem diminuir o risco de seu desenvolvimento
(Habucks – iStock)

O que é o esporão?

O esporão do calcâneo é caracterizado pelo surgimento de um depósito ósseo anormal na sola do pé ou na parte inferior do calcâneo (osso do calcanhar).

O calcâneo é o maior osso dos pés e concentra a maior parte dos impactos que o membro recebe nas inúmeras atividades realizadas diariamente. Esses esforços contínuos podem gerar pequenas lesões e inflamações no calcanhar, que, com o tempo, podem levar à calcificação dos tecidos da região, recebendo o nome de esporão. 

Quais são os seus principais sintomas?

Na maioria das vezes, o esporão é silencioso e assintomático. No entanto, em alguns casos, ele pode apresentar sintomas como:

  • Dores no calcanhar ou na sola do pé que se assemelham a “pontadas” ou “agulhadas”;
  • Dores ao caminhar, subir escadas ou ao praticar esportes;
  • É comum que a dor cesse em repouso, mas retorna, de maneira intensa, ao dar os primeiros passos ou ao se levantar e apoiar o peso do corpo sobre o pé;
  • Inchaço ou vermelhidão na região do calcanhar.

Como ele surge?

Não existe um consenso do que, de fato, provoca a enfermidade. Apesar disso, especialistas em ortopedia apontam que algumas condições ou hábitos podem configurar fatores de risco para o surgimento desse problema de saúde. São eles:

  • Sobrepeso ou obesidade;
  • Uso de calçados impróprios (muito apertados, solas retas, sem suporte para arco plantar ou salto alto);
  • Ficar em pé por períodos muito longos;
  • Idade superior a 40 anos;
  • Pés cavos ou pés chatos;
  • Prática esportiva com impacto contínuo nos pés (corrida, ballet, saltos, dança). 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico deve ser feito por médicos especialistas em ortopedia, com o apoio de exames de imagem, como raio-x ou ressonância magnética. Somente esses exames são eficazes em detectar a formação óssea característica do esporão.

Como é feito o tratamento do esporão e como evitá-lo?

Quando diagnosticado, é necessário seguir algumas recomendações para o alívio dos sintomas. A cirurgia para a remoção completa do esporão existe, mas só é recomendada em casos graves.

Em caso de obesidade ou sobrepeso, recomenda-se a perda de peso, com a ajuda de uma dieta equilibrada e a prática moderada de atividades físicas. Dessa forma, diminui-se a pressão do peso do corpo no calcâneo. 

A realização de fisioterapia também pode ser recomendada para o alívio de sintomas, focando no alongamento e fortalecimento das plantas dos pés.

O uso de palmilhas especiais, como a palmilha para esporão, também ajuda a reduzir o impacto no calcâneo e reduzir a dor na realização de atividades cotidianas, como caminhar, subir escadas e outros exercícios físicos.

Para evitar o aparecimento desta condição, deve-se evitar o sedentarismo e manter um peso saudável para não exercer pressão excessiva no calcâneo. No dia a dia, é importante utilizar calçados adequados para a prática de esportes, fazer alongamentos nos pés e fortalecê-los antes das atividades, além de evitar ficar em pé por muito tempo.

Deixe um comentário

Antes de comentar

Mantenha o respeito e contribua para uma discussão saudável. Comentários com ofensas, discurso de ódio, ameaças, spam ou conteúdo ilegal poderão ser removidos.

Ao enviar seu comentário, você concorda com as regras de participação do São Paulo Agora.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Nivaldo Lima

Nivaldo Lima é jornalista com 31 anos de experiência, especializado na cobertura de política, segurança pública, trânsito e cotidiano.
Botão Voltar ao topo
Fechar

Bloqueador de anúncios

Não bloqueie os anúncios