Morre Henry Sobel, que fazia tratamento contra o câncer

- Tempo em São Paulo hoje: sábado terá sol, calor e baixa umidade no estadoMassa de ar seco mantém o tempo firme e derruba a umidade do ar, principalmente no interior paulista
- Polícia faz operação contra roubos em São Paulo hoje com drones e helicópterosAção da Polícia Militar ocorre em mais de 100 pontos da cidade com foco na redução de crimes na região central e corredores viários
- Polícia prende suspeitos de fraude bancária em SP que desviou R$ 14 milhõesAção da Polícia Civil cumpriu mandados em São Paulo e outros estados para desarticular esquema de crimes cibernéticos
- Pai e filha são encontrados mortos na Zona Leste de São Paulo; caso é investigadoCorpos foram localizados dentro de residência no Jardim Nair após familiares estranharem o desaparecimento das vítimas
- Tempo em São Paulo hoje: ar seco mantém sol e baixa umidade no estadoMassa de ar seco mantém o tempo firme e favorece queda da umidade do ar, principalmente no interior paulista
O rabino Henry Sobel, 75, morreu na manhã de hoje (22), em Miami, nos Estados Unidos, por complicações associadas a um câncer. Nascido em 9 de janeiro de 1944, em Lisboa, Portugal, ele chegou ao Brasil na década de 70.
Sobel foi presidente da Congregação Israelita Paulista até outubro de 2007 e é conhecido, principalmente, por sua luta em defesa dos direitos humanos durante a ditadura militar.
A morte de Henry Sobel foi lamentada pela Confederação Israelita do Brasil (Conib) e pela Congregação Israelita Paulista (CIP). Por meio de nota, as entidades classificaram o rabino Henry Sobel como “um protagonista histórico na defesa dos direitos humanos no Brasil, com destaque para sua atuação na luta pelo esclarecimento da morte do jornalista Vladimir Herzog, em 1975, em São Paulo, durante a ditadura militar. Sobel recusou-se a enterrar Herzog na ala dos suicidas do cemitério israelita, por rejeitar a versão oficial acerca das circunstâncias da morte. O rabino também participou, ao lado de líderes como Dom Paulo Evaristo Arns e Jaime Wright, do ato ecumênico em homenagem a Herzog, naquele mesmo ano”.
Para o o rabino Michel Schlesinger, da CIP e representante da Conib para o diálogo inter-religioso, Henry Sobel foi o maior representante que a comunidade judaica brasileira. “De seu modo contundente e carismático, comunicou os valores judaicos humanistas para o nosso país. Quando denunciou o assassinato do jornalista Vladimir Herzog, contribuiu de maneira definitiva para a redemocratização do Brasil”, disse.
O presidente da Conib, Fernando Lottenberg lamentou a morte do rabino e destacou sua trajetória. “A comunidade judaica e o Brasil perdem não só um defensor inegável dos direitos humanos e dos valores judaicos, mas uma figura ímpar, que deixou marca indelével na história do país”, disse.
O governador de São Paulo, João Doria, usou sua conta no Twitter para homenager Sobel. “Um grande defensor dos direitos humanos”, escreveu Doria.







