Capital tem mais de 24 mil pessoas que vivem na rua

(Rovena Rosa/Agência Brasil)
- Polícia prende suspeitos de fraude bancária em SP que desviou R$ 14 milhõesAção da Polícia Civil cumpriu mandados em São Paulo e outros estados para desarticular esquema de crimes cibernéticos
- Pai e filha são encontrados mortos na Zona Leste de São Paulo; caso é investigadoCorpos foram localizados dentro de residência no Jardim Nair após familiares estranharem o desaparecimento das vítimas
- Tempo em São Paulo hoje: ar seco mantém sol e baixa umidade no estadoMassa de ar seco mantém o tempo firme e favorece queda da umidade do ar, principalmente no interior paulista
- Foragido é preso em Ribeirão Preto após reconhecimento facial da políciaHomem de 34 anos foi localizado pela Polícia Militar no interior de São Paulo após não retornar da “saidinha”
- Desabamento em comércio na Zona Sul de SP hoje deixa pessoas sob escombros no Capão RedondoOcorrência foi registrada no fim da tarde desta quarta-feira (22) e mobilizou equipes de resgate na região
O Censo da População em Situação de Rua identificou 24.344 pessoas vivendo nessa situação na cidade de São Paulo, em 2019. O número é 53% maior do contabilizado em 2015, quando foram encontradas 15.905 pessoas dormindo em calçadas ou abrigos públicos.
Entre as pessoas sem lugar para morar na capital paulista, 11,7 mil dormem em abrigos e 12,6 mil estão em calçadas ou sob viadutos. A grande maioria, 69,35, é negra, sendo 47,6% pardos e 21,7% pretos. Os indígenas somam 1,7% e os brancos, 28%. A grande maioria, 85%, são homens. Em relação à identidade de gênero, 386 se declararam transsexuais.
A região da Sé, no centro da cidade, registrou a maior concentração da população em situação de rua, com 45% do total. A Mooca, na zona leste, apareceu como a segunda região em número de pessoas sem casa, com 19% dessa população.
Crescimento
Segundo a Qualitest, empresa responsável pela realização do censo, o número de pessoas em situação de rua cresceu acima das estimativas, com base no ritmo de aumento dos últimos anos. Na velocidade que vinha aumentando, essa população deveria ser de 18 mil pessoas em 2019. No entanto, o resultado verificado nas ruas ultrapassou em 32% essa expectativa.
A maior causa apontada pelas pessoas para ficarem sem residência foram os conflitos familiares (50%). Outros fatores também apareceram com destaque nos questionários, como a perda do trabalho (23%), problemas com álcool e drogas (33%), a perda da moradia (13%) e a passagem pelo sistema penitenciário (3%).
Metodologia
O censo envolveu uma equipe de mais de 200 pessoas que percorreram as ruas da cidade durante nove dias para coleta das informações. Divididos em grupos, os pesquisadores percorriam os abrigos no fim de tarde e as calçadas durante a noite e madrugada. Todo o trabalho foi georreferenciado usando sistema de localização por satélite. As pessoas foram abordadas em 6,8mil pontos da cidade.
Serviços
Durante a apresentação dos resultados, o secretário de Governo, Mauro Ricardo, detalhou os programas que atendem a população de rua na cidade. São oferecidas 17,2 mil vagas em serviços de acolhimento e 3,3 mil em centros de convivência.
Segundo o secretário, estão previstas novas ações, como a criação de 2 mil vagas em repúblicas e a instalação de bebedouros e banheiros públicos em diversos pontos da capital. “Para evitar que as pessoas façam as suas necessidades em locais completamente inadequados”, enfatizou sobre a necessidade dos equipamentos.
Além disso, estão sendo abertas 1 mil vagas em frentes de trabalho com bolsa-auxílio entre R$ 698 e R$ 1.047 para trabalhos como jardinagem, cultivo de hortas e manutenção de praças.
Por Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil







