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Globo adota postura rígida e ameaça encerrar contratos com afiliadas que desrespeitarem regras editoriais

Em memorando, a emissora alerta mais de 120 parceiras sobre riscos de rompimento de vínculo e multas em período pré-eleitoral

A maior rede de televisão do país está intensificando a fiscalização sobre suas afiliadas e deixou claro que pode rever parcerias caso normas internas de cobertura jornalística, sobretudo no contexto das Eleições de outubro, não sejam seguidas à risca, segundo apuração da coluna F5 e veículos de imprensa.

Globo adota postura rgida e ameaa encerrar contratos com afiliadas que desrespeitarem regras editoriais
Em memorando, a emissora alerta mais de 120 parceiras sobre riscos de rompimento de vínculo e multas em período pré-eleitoral(Divulgação)

Na última semana, a TV Globo enviou um memorando para mais de 120 emissoras parceiras em todo o Brasil reforçando orientações sobre a conduta esperada no período pré-eleitoral. O documento foi assinado pelo diretor de jornalismo Ricardo Villela e estabelece a necessidade de manter padrões editoriais uniformes e isentos em todas as afiliadas.

Entre as principais recomendações estão a proibição de manifestações partidárias nas programações locais e a evitação de propaganda de candidatos ou favorecimento político. A mensagem também alerta que eventuais denúncias de descumprimento podem resultar em advertências, multas ou até no não prolongamento dos contratos de afiliação.

Nos bastidores, a medida tem causado inquietação em algumas afiliadas comandadas por políticos ou parentes de candidatos, que consideram a orientação como um recado mais enérgico da rede para evitar interferências políticas e garantir uniformidade editorial.

A preocupação da Globo com a isenção jornalística ganha maior relevância em ano eleitoral, quando a cobertura de notícias e debates sobre candidatos e partidos costuma crescer. A emissora busca, com esse reforço, prevenir possíveis sanções impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral — que pode aplicar multas tanto às afiliadas quanto à própria rede em casos de irregularidades eleitorais.

A ação também se insere em um histórico recente em que a Globo já deixou de renovar contratos com algumas afiliadas em função de controvérsias políticas ou usos indevidos das plataformas para promoção de interesses pessoais, um movimento que reforça a determinação da empresa em preservar padrões editoriais mais rígidos.

Com isso, a direção da emissora segue monitorando e orientando suas parceiras no país para que a produção de conteúdo local esteja alinhada aos parâmetros da rede, evitando confrontos jurídicos e impactos negativos na cobertura das eleições de 2026.

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Nivaldo Lima

Nivaldo Lima é jornalista com 31 anos de experiência, especializado na cobertura de política, segurança pública, trânsito e cotidiano.
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