Emprego

São Paulo lidera geração de empregos no Sudeste com 33 mil novas vagas em maio

Estado abriu mais de 309 mil postos com carteira assinada em 2025; setor de Serviços puxa alta e jovens são os mais contratados

O estado de São Paulo foi o principal destaque da região Sudeste na criação de empregos formais no mês de maio, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Conforme o Novo Caged, foram 33.313 novos postos com carteira assinada abertos no estado no mês.

São Paulo lidera geração de empregos no Sudeste com 33 mil novas vagas em maio
Em todo o país, são 1.051.244 de vagas geradas nos cinco primeiros meses de 2025(Vitor Vasconcelos – Secom – PR)

Com esse desempenho, São Paulo acumula 309.758 vagas formais criadas de janeiro a maio de 2025. Para efeito de comparação, ao longo de todo o ano de 2024, o estado gerou 455.755 empregos com carteira assinada.

O setor de Serviços foi o principal motor da geração de vagas em maio, com saldo positivo de 18.313 postos, seguido por Comércio (8.704), Agropecuária (5.163) e Indústria (1.615). Apenas a Construção teve resultado negativo, com perda de 983 vagas no mês.

A maioria dos novos postos em maio foi ocupada por mulheres (23.262) e por jovens entre 18 e 24 anos (25.436). Pessoas com ensino médio completo lideraram os registros, somando 23.912 vagas.

Na análise por municípios, a capital paulista lidera com 8.893 novos postos em maio, seguida por Osasco (2.762), Matão (1.197), Sorocaba (919) e São José do Rio Pardo (894). São Paulo soma hoje mais de 5,01 milhões de empregos formais.

No cenário nacional, o país ultrapassou a marca de 1,05 milhão de empregos criados em 2025, com saldo positivo nos cinco setores econômicos. Em maio, foram 148.992 vagas formais, o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica. O estoque nacional chegou a 48,2 milhões de vínculos formais ativos.

O setor de Serviços também lidera o saldo nacional do ano, com 562.984 empregos gerados, seguido da Indústria (209.685), Construção (149.233), Agropecuária (72.650) e Comércio (56.708). Entre os estados, além de São Paulo, destacaram-se Minas Gerais (+20.287) e Rio de Janeiro (+13.642). O único saldo negativo foi no Rio Grande do Sul (-115), reflexo dos efeitos climáticos.

A tendência positiva é reforçada pela maior inserção de jovens, mulheres e pessoas com nível médio, bem como pela inclusão de pessoas com deficiência (902 postos). A retomada da indústria alimentícia, de máquinas e do setor automotivo também contribuiu para o avanço no emprego formal.

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