São Paulo

STF confirma legalidade de decretos de Lula que restringem acesso a armas

Ministros validam medidas que limitam número de armas, suspendem registros e reforçam controle pela Polícia Federal

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira (24) para validar decretos editados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no início de seu mandato, que endurecem as regras sobre armas de fogo e munições no Brasil.

STF confirma legalidade de decretos de Lula que restringem acesso a armas
Ministros validam medidas que limitam número de armas, suspendem registros e reforçam controle pela Polícia Federal(Reprodução)

Assinados em janeiro de 2023 pelo presidente Lula e pelo então ministro da Justiça, Flávio Dino, os decretos 11.366/23 e 11.615/23 revertiam flexibilizações promovidas no governo de Jair Bolsonaro (PL), com o objetivo de retomar o controle estatal sobre o armamento civil.

Aprovados no plenário virtual do STF, os decretos suspenderam registros de armas de uso restrito por colecionadores, atiradores e caçadores (CACs), limitaram a quantidade permitida de armas e munições, proibiram novos registros em clubes e escolas de tiro, e centralizaram na Polícia Federal a gestão do cadastro nacional de armas.

Até agora, oito ministros — entre eles Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia — votaram a favor da constitucionalidade, atendendo a uma ação declaratória proposta pela Advocacia‑Geral da União (AGU). Em outros veículos, esse apoio chegou a oito ou nove votos, ficando apenas um ou dois pedidos de posicionamento pendentes .

O relator do caso, ministro Gilmar Mendes, justificou que as normas são compatíveis com os limites do poder regulamentar e visam proteger a vida e a segurança pública, em consonância com o Estatuto do Desarmamento. Ele lembrou que, durante o governo anterior, o número de registros de CACs saltou de cerca de 350 mil para mais de 1 milhão.

Gilmar Mendes ainda afirmou que não há direito fundamental ao porte de armas no país e que os decretos representam um avanço para reforçar o controle da circulação de armamentos.

Com a decisão, os decretos permanecem em vigor, impondo restrições mais rígidas ao acesso a armas por civis e fortalecendo o papel da Polícia Federal na fiscalização.

Deixe um comentário

Antes de comentar

Mantenha o respeito e contribua para uma discussão saudável. Comentários com ofensas, discurso de ódio, ameaças, spam ou conteúdo ilegal poderão ser removidos.

Ao enviar seu comentário, você concorda com as regras de participação do São Paulo Agora.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo
Fechar

Bloqueador de anúncios

Não bloqueie os anúncios