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Trump dá prazo de “10 a 15 dias” para definir possível invasão ao Irã

Declaração mantém tensão no Oriente Médio e mobiliza aliados e adversários

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá levar entre 10 e 15 dias para definir se autoriza uma eventual ofensiva militar contra o Irã. A declaração foi feita na quinta-feira (19), em meio à escalada de tensão envolvendo o programa nuclear iraniano.

Trump d prazo de 10 a 15 dias para definir possvel invaso ao Ir
Declaração ocorre em meio a negociações diplomáticas e tensão em torno do programa nuclear iraniano(Divulgação – White House)

Segundo Trump, o governo norte-americano acompanhará o andamento das negociações antes de tomar qualquer decisão definitiva. O presidente indicou que o desfecho dependerá dos próximos movimentos diplomáticos. “Ou vamos chegar a um acordo ou será lamentável para eles”, afirmou, ao sinalizar que a resposta poderá vir nas próximas duas semanas.

A fala ocorre um dia após aumentarem especulações sobre uma possível ação militar já neste fim de semana. De acordo com fontes próximas à Casa Branca, as Forças Armadas estariam prontas para agir, aguardando apenas autorização presidencial. O impasse entre os dois países gira em torno do avanço do programa nuclear iraniano.

Em reação, o governo iraniano encaminhou carta ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), na qual declarou não buscar confronto armado, mas advertiu que responderá de forma “decisiva” e “proporcional” caso seja alvo de ataque. O documento afirma ainda que bases e ativos militares considerados hostis na região poderiam se tornar alvos legítimos em caso de agressão.

A contenção da capacidade nuclear do Irã é tema central da política externa norte-americana há décadas. Em 2015, durante o governo de Barack Obama, foi firmado um acordo que limitava o enriquecimento de urânio iraniano e permitia inspeções internacionais em troca do alívio de sanções econômicas. No entanto, em 2018, Trump retirou os Estados Unidos do pacto, sob o argumento de que o entendimento favorecia excessivamente Teerã. Após a saída americana, o Irã deixou de cumprir integralmente os compromissos assumidos e ampliou o nível de enriquecimento de urânio.

Na gestão seguinte, o então presidente Joe Biden tentou reativar o acordo, oferecendo nova flexibilização das sanções, mas as tratativas não avançaram. Agora, em seu segundo mandato, Trump pressiona novamente o governo iraniano para limitar ou abandonar o programa nuclear, alegando que o país estaria próximo de desenvolver uma arma atômica. Teerã nega a acusação e sustenta que suas atividades têm finalidade exclusivamente pacífica, voltada à produção de energia.

Apesar do clima de ameaça, representantes dos dois países iniciaram uma nova rodada de negociações em território neutro. O encontro mais recente ocorreu na terça-feira (17), na Suíça, mas terminou sem consenso. O principal negociador iraniano declarou que houve concordância quanto a “princípios orientadores”, enquanto um funcionário norte-americano ponderou que ainda existem diversos pontos pendentes.

Com o prazo estendido pelo presidente dos Estados Unidos, as próximas semanas devem ser decisivas para o futuro das relações entre Washington e Teerã, em um cenário que combina pressão diplomática, risco militar e impacto geopolítico global.

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