Dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira, é preso em operação contra esquema de corrupção bilionário
Ministério Público de São Paulo aponta que o empresário e outros suspeitos participaram de fraude fiscal que teria movimentado mais de R$ 1 bilhão em propinas
O empresário Sidney Oliveira, fundador da rede de farmácias Ultrafarma, foi preso na manhã desta terça-feira (12) durante a Operação Ícaro, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). A ação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (GEDEC), investiga um esquema de corrupção que teria movimentado mais de R$ 1 bilhão em propinas.

Além de Sidney Oliveira, também foram presos o diretor estatutário da Fast Shop, Mário Otávio Gomes, e o auditor fiscal da Secretaria da Fazenda de São Paulo, Artur Gomes da Silva Neto. Segundo o MP-SP, o servidor público seria o principal operador do esquema, responsável por manipular processos administrativos para favorecer empresas do varejo, incluindo a Ultrafarma e a Fast Shop.
Como funcionava o esquema
De acordo com as investigações, o grupo atuava na quitação irregular de créditos tributários, beneficiando empresas em troca de pagamentos mensais de propina. As vantagens ilícitas eram disfarçadas por meio de uma empresa registrada no nome da mãe do auditor fiscal, o que dificultava o rastreamento financeiro.
As irregularidades teriam começado em 2021 e se estendido até 2025. Nesse período, a rede criminosa teria recebido valores milionários para facilitar a situação fiscal das empresas envolvidas.
Ação integrada
A operação contou com apoio da Polícia Militar e da Corregedoria da Secretaria da Fazenda, que já instaurou um processo administrativo interno para investigar a conduta do auditor. Mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo e na região metropolitana.
Impacto no setor
A prisão de Sidney Oliveira representa um duro golpe na imagem da Ultrafarma, conhecida por sua forte presença no comércio eletrônico e campanhas publicitárias de grande alcance. Até o momento, a empresa não se pronunciou oficialmente sobre o caso.







