Política

Flávio Bolsonaro critica governo Lula durante homenagem a Valdemar na Alesp

Senador do PL adota tom eleitoral, ataca Haddad e questiona posicionamento do presidente sobre projeto antifacção

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aproveitou a homenagem ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto, realizada nesta sexta-feira (27) na Assembleia Legislativa de São Paulo, para fazer críticas ao PT e ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Flvio Bolsonaro critica governo Lula durante homenagem a Valdemar na Alesp
Senador do PL adota tom eleitoral, ataca Haddad e questiona posicionamento do presidente sobre projeto antifacção(Andressa Anholete – Agência Senado)

Escolhido como pré-candidato do partido à Presidência da República, o parlamentar adotou um discurso de viés eleitoral, convocando apoiadores e reforçando o posicionamento de oposição. Durante sua fala, direcionou ataques ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a quem classificou como o “pior prefeito da história de São Paulo”.

Ao criticar a política econômica do governo federal, o senador afirmou que o ministro “não pode ver o bolso de alguém que já quer taxar”, em referência às medidas tributárias adotadas pela equipe econômica.

Após o evento, Valdemar Costa Neto fez uma avaliação distinta sobre Haddad. Ele afirmou considerar o ministro um “camarada sério”, distante das controvérsias que envolvem o PT. Também declarou ver como uma “judiação” o incentivo para que Haddad dispute o governo de São Paulo, argumentando que o atual governador, Tarcísio de Freitas, seria “imbatível” em uma eventual tentativa de reeleição.

Durante o discurso, Flávio Bolsonaro também mencionou o projeto conhecido como PL Antifacção, recentemente aprovado pelo Congresso, e questionou qual seria a postura do presidente da República diante da proposta. “Eu quero saber se o Lula vai ficar do lado das vítimas ou dos bandidos”, declarou.

Em tom mais pessoal, o senador afirmou que sua família atravessa um momento difícil. “Nós estamos atravessando o momento mais difícil de nossas vidas, na minha casa, na minha família. Ainda assim, estamos aqui com vocês, firmes e fortes”, disse. Em seguida, associou a declaração ao cenário político nacional, prometendo “resgatar o país” e “honrar o presidente Bolsonaro”.

Ao elogiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou que aliados teriam sido perseguidos e reforçou o discurso crítico ao PT, defendendo que o partido não volte ao poder.

A manifestação reforça o clima de pré-campanha dentro do PL e sinaliza o início de uma disputa política marcada por forte polarização.

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