Anvisa proíbe venda de cervejas Backer

- Pesquisa mostra Tarcísio à frente de Haddad na disputa pelo Governo de São PauloLevantamento aponta vantagem do atual governador em cenários de primeiro e segundo turno para as eleições de 2026
- Criminosos invadem condomínio e roubam motos durante a madrugada em OsascoCâmeras de segurança registraram a ação de pelo menos cinco suspeitos encapuzados em condomínio no bairro São Pedro
- Operação Quebra-Vidro prende três suspeitos e apreende drogas no Centro de São PauloAções da Polícia Militar resultaram na apreensão de cocaína, crack, maconha, dinheiro e um celular roubado
- Sexta-feira será marcada por chuva, ventos fortes e temperaturas amenas em São PauloDefesa Civil alerta para rajadas de até 70 km/h e possibilidade de temporais isolados em diversas regiões do estado
- Polícia Civil prende 10 suspeitos e desmonta esquema de tráfico de drogas em AraraquaraOperação cumpriu dezenas de mandados e apreendeu cocaína, maconha, crack, haxixe e outros entorpecentes no interior paulista
- Polícia Militar mobiliza mais de 600 agentes em operação contra crimes de “quebra-vidro” em SPAção reforça o policiamento em regiões com maior incidência de furtos e roubos contra motoristas na capital
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou todas as cervejas produzidas pela Backer cuja data de validade seja igual ou posterior a agosto de 2020. A medida foi anunciada ontem (17) pela autarquia. A decisão foi tomada após os resultados laboratoriais divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento revelarem a presença das substâncias dietilenoglicol e monoetilenoglicol em seis outras marcas de cervejas produzidas pela Backer, além da marca Belorizontina.
Inicialmente, as duas substâncias foram encontradas na Belorizontina, que é vendida como Capixaba no Espírito Santo. Quatro mortes por intoxicação após o consumo da cerveja foram confirmadas. Mais 14 pessoas estão internadas.
Segundo a Anvisa, exames podem mostrar que a fonte de contaminação nas cervejas da marca pode ser sistêmica e não apenas pontual. Considerando que outros lotes de produtos da Backer podem estar comprometidos, a agência decidiu pela medida, em caráter cautelar.
Assim, os lotes de cerveja da empresa Backer com validade igual ou posterior a agosto de 2020 não podem ser entregues ao consumidor. A orientação é para que estas cervejas não sejam consumidas caso já tenham sido adquiridas. Os comerciantes devem retirar o produto das prateleiras. No início da semana, o Ministério da Agricultura havia determinado o recolhimento de todas as cervejas da Backer das prateleiras.
O dietilenoglicol é uma substância tóxica e que não pode entrar em contato com alimentos e bebidas. A presença da substância na cerveja está associada à ocorrência de óbitos e intoxicações em Minas Gerais. O monoetilenoglicol, embora de menor toxicidade, também tem a presença em bebidas vedada por não fazer parte da composição destas.
O monoetilenoglicol é usado para refrigerar a água usada no preparo da cerveja, mas não deve entrar em contato direto com ela. A Polícia Civil de Minas Gerais e o Ministério da Agricultura investigam como a contaminação ocorreu.
Por Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil







