São Paulo

Bolsas de plasma contra Covid-19 chegam nesta segunda à Santos

(DiverDave/via USP Imagens)

O Instituto Butantan vai organizar uma rede para garantir o tratamento de pacientes da Covid-19 a partir do plasma sanguíneo de pessoas que já tiveram a doença. A técnica existe há mais de um século, já foi usada em outras epidemias e vem sendo aplicada no combate ao novo coronavírus.

“Você transfere de forma passiva para o indivíduo uma quantidade grande de anticorpos e esses anticorpos vão combater o vírus e tentar neutralizar a replicação. E com isso você tem uma evolução melhor desses pacientes”, explica o pesquisador do instituto e presidente da ABHH (Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular), Dante Larghi, ao Jornal da Cultura.

O material que contém esses anticorpos é o chamado plasma convalescente, um dos componentes do sangue de uma pessoa que já se curou da doença. Com o objetivo de garantir o tratamento de pacientes a partir do plasma sanguíneo, o governo de São Paulo anunciou a criação de uma rede de transfusão, em logística que será coordenada pelo Instituto Butantan.

Cinco grandes hemocentros ficarão responsáveis pelas doações. O voluntário deve ter entre 16 e 69 anos, boas condições de saúde e pesar no mínimo 50 quilos. Além disso, a infecção pelo novo coronavírus precisa ter ocorrido ao menos um mês antes, e o doador deve estar sem sintomas no mínimo há 15 dias.

Doadores do sexo masculino serão priorizados porque, durante a gestação, a mulher libera anticorpos que podem causar uma reação grave a quem recebe o plasma. As transfusões serão feitas em duas cidades que tiveram altas explosivas de casos neste ano: Araraquara e Santos, que receberá bolsas de plasma já na segunda-feira (29). 

Dante Larghi também destaca que as informações científicas sobre a transfusão de plasma convalescente apontam benefícios a pessoas que estão na fase inicial da infecção, até 72 horas depois do surgimento dos primeiros sintomas. “Esses indivíduos que não evoluem para uma forma mais grave, que é a doença respiratória severa, isso também por consequência poderá diminuir o número de necessidade de utilização de leitos de UTI”.

youtube placeholder image

Por TV Cultura

Deixe um comentário

Antes de comentar

Mantenha o respeito e contribua para uma discussão saudável. Comentários com ofensas, discurso de ódio, ameaças, spam ou conteúdo ilegal poderão ser removidos.

Ao enviar seu comentário, você concorda com as regras de participação do São Paulo Agora.

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Nivaldo Lima

Nivaldo Lima é jornalista com 31 anos de experiência, especializado na cobertura de política, segurança pública, trânsito e cotidiano.
Botão Voltar ao topo
Fechar

Bloqueador de anúncios

Não bloqueie os anúncios