Fraudes no Porto de Santos são alvos de operação
Por Flávia Albuquerque

- Festival de Rima e SLAM encerra inscrições nesta quarta em São PauloEstudantes da rede municipal de São Paulo têm até esta quarta-feira (30) para se inscrever gratuitamente na segunda edição do FEBReS
- COB Expo 2026 começa nesta quarta em São Paulo com entrada gratuitaCOB Expo 2026 começa nesta quarta-feira (30) no Centro de Eventos Pro Magno, em São Paulo, com programação das 9h às 20h e entrada gratuita
- Cate tem 4.500 vagas de emprego em SP; inscrições terminam hojeTrabalhadores têm até as 18h desta quarta-feira (30) para se candidatar às mais de 4.500 vagas oferecidas pelo Cate em São Paulo
- Trânsito em São Paulo tem interdições nesta quarta; veja os principais bloqueiosMotoristas devem ficar atentos a bloqueios programados pela CET nesta quarta-feira (30) em diferentes regiões de São Paulo
- Rodízio de veículos hoje em São Paulo: veja placas com restrição nesta quarta-feiraVeículos com placas finais 5 e 6 têm restrição no Centro Expandido das 7h às 10h e das 17h às 20h.
A Polícia Federal (PF), em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF), a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Receita Federal, deflagrou hoje (22), a Operação Círculo Vicioso para cumprir 21 mandados de prisão temporária e 24 de busca e apreensão na capital paulista, em Santos, no Guarujá, em Ilha Bela (no litoral paulista), Bragança Paulista e Serra Negra (no interior), além de Duque de Caxias (RJ) e Fortaleza (CE).
Esta é a segunda fase da Operação Tritão, iniciada em outubro de 2018, para apurar irregularidades em contratos firmados pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), administradora do Porto de Santos. Os novos mandados expedidos pela Justiça Federal a pedido do MPF foram feitos com base nas provas e documentos recolhidos naquela época, em informações prestadas por meio de um acordo de colaboração premiada e nos dados enviados pela Codesp.
Um dos mandados foi expedido contra um ex-deputado federal, que participou das fraudes enquanto exercia o mandato e quando foi presidente da Câmara de Vereadores do Guarujá. Segundo as informações do inquérito, ele foi responsável pela indicação de membros da antiga diretoria da Codesp e que permitiam o esquema de corrupção. “As irregularidades envolveram o direcionamento de licitações em troca de vantagens ilícitas como o pagamento de propinas e a liquidação de despesas pessoais dos envolvidos. Entre empréstimos e bens utilizados, o ex-deputado recebeu R$ 1,6 milhão”, diz o MPF.
Os mandados atingem também ex-integrantes da diretoria da Codesp, empresários e as sedes das empresas beneficiadas. Segundo o MPF, uma delas recebeu em dez anos mais de R$ 100 milhões em contratos para prestação de serviço de segurança no Porto de Santos. Outro alvo foi uma empresa contratada em 2018 por R$ 2,7 milhões para o monitoramento do terminal por drones. “Os dois contratos foram denunciados pela atual diretoria, que entregou toda a documentação ao MPF. Os contratos foram cancelados este ano”.
Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, associação criminosa, fraude a licitações, corrupção ativa e passiva.
