São Paulo

Médicos mantém anúncio de greve após reunião com Prefeitura

Após se reunirem com o secretário municipal de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, na tarde de ontem (17), o Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) decidiu manter a paralisação da categoria marcada para quarta-feira (19). Os médicos reivindicam uma solução para o desfalque das equipes de saúde no município, contratações nas unidades básicas de Saúde (UBS), garantia de infraestrutura e abastecimento de insumos e medicamentos.

“As nossas demandas com relação não só a contratação, mas a novas estruturas de saúde para dar conta da demanda espontânea também não foram atendidas. Não foi apresentado nenhum plano de contingência ou de reposição dos profissionais afastados. O que a gente observa é a truculência da gestão na reunião com os médicos, a falta de medidas efetivas”, disse o presidente do Simesp, Victor Dourado.

Segundo o sindicato, até o dia 6, 1.585 profissionais da saúde estavam afastados por covid-19 ou síndrome gripal. Uma semana depois, no dia 13, o número subiu em mais de 100%, totalizando 3.193 trabalhadores afastados.

“Após dois anos de pandemia, é assim que são tratados os profissionais da linha de frente que, contaminando-se cada dia mais, reivindicam tão somente melhores condições de trabalho e atendimento à população”, diz nota divulgada pela entidade.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que serão pagas, ainda em janeiro, 100% das horas extras relativas a 2021. Também anunciou que, a partir de agora, todas as horas extras e plantões extras serão pagos dentro da folha de pagamento do respectivo mês, inclusive para os servidores.

De acordo com a pasta, o secretário Edson Aparecido destacou que todas as organizações parceiras receberam autorização para contratação de 700 médicos e profissionais de enfermagem para atender ao aumento de demanda nas unidades de Atenção Básica, a critério das Coordenadorias Regionais de Saúde. As organizações também foram autorizadas a comprar medicamentos e insumos de forma emergencial, caso a secretaria tenha alguma dificuldade pontual com seus processos de compras.

A secretária ressaltou ainda que, a fim de ampliar a capacidade de atendimento da rede básica de saúde, 33 Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs), Unidades Básicas de Saúde (UBSs), e AMAs/UBSs Integradas tiveram o horário de funcionamento ampliado das 19h para as 22h, a partir de hoje e foram reservados 1.110 leitos exclusivamente para o tratamento de pacientes com covid-19.

Por Agência Brasil

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Nivaldo Lima

Nivaldo Lima é jornalista com 31 anos de experiência, especializado na cobertura de política, segurança pública, trânsito e cotidiano.
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