São Paulo

Militar preso com droga na Espanha tem salário de R$ 7,2 mil

Sargento da Aeronáutica atuou na comitiva de três ex-presidentes, segundo a Folha de S. Paulo
(El País/Reprodução)

O militar preso com cocaína na Espanha ao desembarcar de um avião oficial do governo brasileiro tem salário de R$ 7,2 mil. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.

Nesta quarta-feira (26), o comando da Aeronáutica informou que instaurou um inquérito policial militar (IPM) para apurar as circunstâncias da prisão do sargento Manoel Silva Rodrigues, no aeroporto de Sevilha. O militar está à disposição das autoridades espanholas e teve o nome divulgado pela imprensa espanhola e confirmado pelo jornal, que descobriu, por meio do portal da transparência, a participação do sargento em, pelo menos, 29 viagens no Brasil e para o exterior desde 2011, e atuou na comitiva de três ex-presidentes.

De acordo com a nota, o sargento da Aeronáutica trabalha como comissário de bordo na aeronave VC-2 Embraer 190. O texto informa ainda que ele fazia parte da missão de apoio da viagem presidencial e que ficaria em Sevilha, não integrando, portanto, a equipe que acompanha o presidente.

“Esclarecemos que o sargento partiu do Brasil em missão de apoio à viagem presidencial, fazendo parte apenas da tripulação que ficaria em Sevilha. Assim, o militar em questão não integraria, em nenhum momento, a tripulação da aeronave presidencial, uma vez que o retorno da aeronave que transporta o Presidente da República não passará por Sevilha, mas por Seattle, Estados Unidos”.

Na nota, a Aeronáutica informa que regularmente adota medidas para prevenir crimes como este e que, diante do ocorrido, “essas medidas serão reforçadas”.

“O Comando da Aeronáutica reitera que repudia atos dessa natureza, que dá prioridade para a elucidação do caso e aplicação dos regulamentos cabíveis, bem como colabora com as autoridades”, conclui o texto.

Repercussão

Na tarde desta quarta-feira, o presidente da República, Jair Bolsonaro, usou a rede social Twitter para informar que exigiu “punição severa” ao responsável, no episódio que classificou como “inaceitável”.

*Com informações da Agência Brasil

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Nivaldo Lima

Nivaldo Lima é jornalista com 31 anos de experiência, especializado na cobertura de política, segurança pública, trânsito e cotidiano.
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