São Paulo

Novos bombardeios russo deixam Ucrânia no escuro

A Ucrânia afirmou que a Rússia destruiu áreas residenciais no sudeste do país e derrubou redes de energia em várias localidades nesta segunda-feira (05/12), em uma nova série de ataques de mísseis.

Novas barragens de mísseis vinham sendo aguardadas há dias pelos ucranianos, e ocorreram justamente quando os apagões de emergência estavam marcados para terminar, após a reparação de danos causados por ataques anteriores.

Os bombardeios deixaram partes da Ucrânia novamente sem energia em pleno inverno, com temperaturas se mantendo abaixo de zero. Os ataques russos vieram após relatos de explosões em duas bases aéreas russas durante a noite, a centenas de quilômetro da Ucrânia.

Imagem de satélite da nasa mostra mapa com a ucrânia toda no escuro, enquanto pontos de luz aparecem nos países vizinhos.
Imagem de satélite da Nasa mostra Ucrânia (Nasa/Rede Social)

Uma delas, a base de Engels na região de Saratov, abriga bombardeios que integram as forças nucleares russas, com entre 60 e 70 aviões com capacidade de transportar armas nucleares.

Na base de Ryazan, a 185 quilômetros de Moscou, três pessoas morreram quando um tanque de combustíveis explodiu, informou a agência estatal russa de notícias RIA.

Moscou vem atingindo semanalmente as infraestruturas ucranianas desde o início de outubro, após ser forçada a retroceder suas tropas em algumas frentes de batalha.

Em Zaporíjia, ao menos duas pessoas morreram e várias casas ficaram destruídas, informaram as autoridades locais.

Os ataques aéreos também atingiram instalações de energia nas regiões de Kiev, Vinitsia, no centro do país; Odessa, no Sul e Sumy, no norte. Na região que abriga a capital, 40% das localidades estão sem eletricidade.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, afirmou que sua defesa aérea abateu a maior parte dos mísseis russos lançados contra o país.

Nesta segunda-feira, entrou em vigor o teto imposto pelas nações ocidentais ao preço para a compra do petróleo bruto russo transportado por mar .

rc (Reuters)

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Nivaldo Lima

Nivaldo Lima é jornalista com 31 anos de experiência, especializado na cobertura de política, segurança pública, trânsito e cotidiano.
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