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Polícia investiga corpos encontrados em sacos em São Paulo e afasta hipótese de serial killer

Polícia Civil investiga ao menos nove mortes em diferentes regiões da capital, mas afirma não haver indícios de atuação de um único criminoso

Corpo de homem  encontrado dentro de saco em ciclovia na Zona Leste de SP
Polícia Civil investiga mortes registradas em diferentes regiões de São Paulo e afirma que, até o momento, não há indícios de um único autor
Imagem produzida por IA

A Polícia Civil de São Paulo investiga ao menos nove mortes registradas desde setembro em diferentes regiões da capital, algumas delas envolvendo corpos encontrados dentro de sacos plásticos ou envolvidos em tecidos. Apesar das semelhanças entre as ocorrências, os investigadores afirmam que, até o momento, não há indícios de que os homicídios tenham sido cometidos por um mesmo criminoso.

Os casos ganharam repercussão nas redes sociais, onde surgiram especulações sobre a possível atuação de um assassino em série, conhecido como serial killer. A hipótese, porém, não encontra respaldo nos elementos reunidos até agora pela investigação.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), as mortes são apuradas individualmente pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Corpos foram encontrados em diferentes regiões de São Paulo

Os registros ocorreram em vários pontos da capital paulista. Entre os nove casos analisados, quatro foram registrados na Zona Leste, três na Zona Sul, um na Zona Norte e outro na Zona Oeste.

Algumas vítimas foram encontradas em áreas públicas ou locais de pouca circulação. Em determinadas ocorrências, os corpos estavam dentro de sacos plásticos, cobertores ou lençóis.

A polícia ressalta que a utilização desses materiais não significa, por si só, que os homicídios estejam relacionados. O acondicionamento pode ter sido utilizado para transportar ou ocultar os corpos.

Polícia investiga vingança e possíveis execuções

As investigações consideram diferentes motivações para os assassinatos, incluindo vingança, conflitos pessoais e possíveis execuções relacionadas ao crime organizado.

Uma das linhas apuradas em determinados casos envolve a atuação dos chamados tribunais do crime, expressão utilizada para descrever punições ilegais impostas por integrantes de organizações criminosas.

Essa possibilidade, entretanto, não está confirmada para o conjunto das ocorrências. Cada morte possui circunstâncias próprias, e a polícia busca identificar os responsáveis individualmente.

Corpo foi encontrado perto do CT do Corinthians

Entre as ocorrências recentes está a descoberta do corpo de um homem na região da Vila Santo Henrique, na Zona Leste, em 2 de outubro.

A vítima foi encontrada dentro de um saco plástico em uma área próxima ao Centro de Treinamento Joaquim Grava, do Corinthians, nas imediações do Parque Ecológico do Tietê.

Um estojo de munição também foi localizado nas proximidades. O caso foi registrado como homicídio, e as investigações ficaram sob responsabilidade da Polícia Civil.

Outro registro ocorreu no Jaçanã, na Zona Norte, em setembro, quando restos mortais foram encontrados em uma área de vegetação. A ocorrência também passou a ser investigada pelas autoridades.

DHPP apura cada homicídio separadamente

De acordo com a SSP, os casos possuem inquéritos próprios. As equipes policiais trabalham com informações sobre possíveis autores e motivações, além de resultados de perícias e depoimentos.

A polícia considera que as diferenças entre os perfis das vítimas, os locais e as circunstâncias dos crimes não sustentam, neste momento, a hipótese de um único responsável.

A ausência de ligação identificada até agora não significa que os homicídios estejam solucionados. As investigações continuam para esclarecer as mortes e responsabilizar os envolvidos.

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Nivaldo Lima

Nivaldo Lima é jornalista com 31 anos de experiência, especializado na cobertura de política, segurança pública, trânsito e cotidiano.
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