Funcionária de banco é presa suspeita de desviar quase R$ 2 milhões em São Paulo
Analista financeira teria transferido dinheiro para empresa própria e conta da mãe; publicações nas redes sociais levantaram suspeitas sobre movimentações

Foto: Governo de São Paulo
Uma analista financeira foi presa em flagrante na quarta-feira (14), suspeita de desviar quase R$ 2 milhões do banco onde trabalhava, na Avenida Paulista, na Bela Vista, região central de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, a funcionária teria utilizado seu acesso aos sistemas da instituição para transferir dinheiro a uma empresa registrada em seu nome e à conta bancária da mãe.
As investigações apontam que aproximadamente R$ 1 milhão foi direcionado à empresa da suspeita, enquanto outros R$ 900 mil foram enviados à mãe dela. No dia da prisão, os policiais identificaram mais três transferências não autorizadas, que somaram R$ 25 mil.
A funcionária foi detida durante o expediente, após o banco comunicar as irregularidades à Polícia Civil. Dois celulares foram apreendidos e serão analisados durante a investigação.
Publicações nas redes sociais levantaram suspeitas
A diretoria da instituição financeira começou a desconfiar da analista no fim de agosto de 2026, após identificar publicações nas redes sociais que mostravam um padrão de vida considerado incompatível com o salário recebido pela funcionária.
Diante das suspeitas, o banco iniciou uma investigação interna e identificou movimentações financeiras irregulares. A apuração revelou que a analista havia obtido acesso operacional aos sistemas em maio de 2025, embora inicialmente tivesse autorização apenas para consultar informações das contas.
Com as novas permissões, ela teria passado a realizar transferências sem autorização, aproveitando falhas nos procedimentos de controle financeiro da instituição.
Entenda como funcionava o suposto esquema de desvio
Segundo a investigação, a analista utilizava uma conta institucional destinada a receber recursos provenientes de operações com cartões de crédito.
Essa conta não passava por um procedimento regular de conciliação financeira, processo utilizado para conferir se os valores registrados correspondem às movimentações efetivamente realizadas.
A ausência dessa conferência teria permitido que a funcionária transferisse dinheiro para contas ligadas a ela sem que as operações fossem identificadas imediatamente.
Funcionária foi presa durante o expediente na Avenida Paulista
Após descobrir as irregularidades, a instituição financeira acionou policiais do 78º Distrito Policial (Jardins), que foram até o banco e encontraram a investigada trabalhando.
Ela foi encaminhada à delegacia e presa em flagrante por suspeita de furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança.
Durante a ação, os investigadores apreenderam dois aparelhos celulares. Os equipamentos poderão contribuir para esclarecer a movimentação dos recursos e identificar eventuais participantes do esquema.
Polícia pede prisão preventiva e bloqueio de contas
A Polícia Civil solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante em preventiva, medida que permitiria manter a investigada detida durante o andamento das apurações, caso o pedido seja aceito.
Também foram adotadas providências para o bloqueio das contas bancárias da funcionária e da mãe dela, com o objetivo de possibilitar a recuperação dos valores supostamente desviados.
As investigações continuam para verificar se outras pessoas participaram das transferências. Até a última atualização das informações consultadas, não havia confirmação de novos presos no caso.




